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Saúde da Mulher

Cirurgião Plástico esclarece mitos e verdades sobre implantes de silicone e mamografia

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
30 set 2021 às 15:59
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O Brasil é considerado o país campeão na realização de cirurgias plásticas no mundo. As próteses de silicone nos seios estão entre as cirurgias mais procuradas pelas brasileiras. Com isso, é natural que algumas dúvidas acabem surgindo, e uma das mais comuns é se as próteses de silicone podem atrapalhar ou não a realização de exames de imagem das mamas, como a mamografia. Aproveitando a chegada do mês de outubro e, com ele, a campanha do Outubro Rosa, que busca conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção do câncer de mama, Luiz Haroldo Pereira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esclarece mitos e verdades sobre o assunto.

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O médico, com mais de 40 anos de experiência e pioneiro na lipoaspiração no Brasil, reforça a importância sobre os exames preventivos e a necessidade de desmistificar certas lendas envolvendo a prótese de silicone: “O câncer de mama, quando diagnosticado precocemente, tem um índice muito grande de cura. Infelizmente essas lendas sobre o assunto, como a de que quem tem prótese não pode fazer mamografia, acabam comprometendo o diagnóstico precoce e dificultando o tratamento”.

 

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O cirurgião plástico conta que a mamografia é indicada a partir dos 40 anos, mas que o autoexame e a ultrassom, devem ser feitas a partir dos 18 anos: “Na faixa de 40 a 50 anos, a indicação é que a mulher se submeta a esse método a cada dois anos, se não houver nenhuma alteração. A partir dos 50 anos, a mamografia deve ser anual. Já mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães, avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem iniciar a mamografia mais cedo, aos 35 anos, por conta do fator hereditário. O exame de mamografia é uma das principais armas de combate ao câncer de mama e temos que nos munir dela”.


Confira a lista com mitos e verdades realizada pelo Dr. Luiz Haroldo Pereira: 


Quem tem silicone não pode fazer mamografia 

Mito! Todas as mulheres, quando na idade indicada, podem e devem fazer a mamografia anualmente. E o fato de terem próteses de silicone não impede em nada que esse importante exame de prevenção seja feito.


Silicone pode prejudicar o exame de mamografia

Mito! A primeira coisa que é preciso saber e deixar claro é que a mamografia pode ser feita em mulheres com próteses de silicone normalmente. No entanto, alguns cuidados são necessários no momento da realização do exame. 


O silicone pode romper durante a mamografia

Mito! Nos casos em que a mulher possui próteses de silicone, o aparelho de mamografia é ajustado para fazer uma pressão menor do que em mulheres sem implantes e assim evitar o risco de que o silicone se rompa.


A mamografia pode ser dolorida 

Verdade! O exame de mamografia consiste na compressão das mamas para obtenção das imagens. Sendo assim, é possível que o exame cause certo desconforto em algumas mulheres, independentemente da presença ou não dos implantes.


Fazer mamografia todos os anos é necessário para detectar tumores

Verdade! A mamografia é a principal forma de diagnóstico precoce da doença. Quem tem histórico familiar deve fazer o exame a partir dos 25 anos. As demais, após os 35, 40. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.


A localização do implante pode influenciar no exame 

Verdade! Há duas posições básicas de inserção do implante mamário: atrás da glândula mamária – o chamado implante retroglandular – e atrás do músculo peitoral – a posição retromuscular. 


Quem define a posição do implante é o cirurgião plástico, pois depende da conformação, do tamanho da mama e do que se espera do resultado estético. Do ponto de vista radiológico, os implantes colocados atrás do músculo peitoral são os que possibilitam melhor deslocamento posterior com exposição completa da glândula mamária para a realização da mamografia. 


Faço o autoexame em busca de caroços. Não preciso de outros exames

Mito! O autoexame das mamas é uma prática positiva, que deve ser estimulada. Contudo, ele não é capaz de detectar vários tipos de tumores, especialmente aqueles em fase inicial, com maiores chances de cura.

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