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Dia Nacional da Tontura

Ação alerta sobre a relação entre a ansiedade e a tontura

Redação Bonde com Agência Brasil
22 abr 2022 às 11:09
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Com o slogan Tontura é Coisa Séria, uma campanha da Aborl-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) discute, neste Dia Nacional da Tontura, lembrado nesta sexta-feira (22), a relação entre a ansiedade e a tontura.

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Sintoma que acomete cerca de 30% da população mundial, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), e atinge principalmente mulheres devido aos ciclos hormonais, a tontura pode ser um indicador de problemas mais graves, como um AVC (acidente vascular cerebral).


“A tontura ou a falta de equilíbrio e de orientação espacial pode ser uma coisa séria. Então é sempre importante averiguar o que está acontecendo porque existem muitos fatores responsáveis pela tontura. Por exemplo, uma tontura aguda, com uma vertigem, onde tudo roda, com náuseas, vômitos e em que não se consegue parar em pé pode ser um sintoma de AVC”, afirma Jeanne Oiticica, do Departamento de Otoneurologia da associação. “A tontura precisa ser investigada sempre para a gente entender [o que a está provocando] já que ela é um aviso que o corpo está dando de que as coisas não estão equilibradas”.


Ansiedade

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A tontura ainda pode ter relação com a ansiedade, situação que se agravou durante a pandemia do novo coronavírus. “Os problemas podem ser o mais diversos possíveis. Pode, por exemplo, ser um problema hormonal, metabólico, soltura dos cristais dentro do ouvido ou ansiedade, estresse, depressão”, comenta Oiticica.


Dados da OMS sinalizam que, no primeiro ano da pandemia, a ansiedade e a depressão cresceram 25% em todo o mundo. “A campanha de 2022 [da associação] aborda a relação e a influência da ansiedade com a tontura. Diante do período de isolamento social e o convívio diário com a pandemia, as dificuldades emocionais se agravaram e percebemos que quadros de pacientes com ansiedade e tontura se tornaram mais frequentes em consultório nos últimos dois anos”, apontou em nota Guilherme Paiva Gabriel, otorrinolaringologista da Aborl-CCF e coordenador da Campanha da Tontura.


"A própria contaminação pela covid-19 também favorece o aparecimento da tontura porque ela é uma doença trombótica, inflamatória e que pode acometer diversos sistemas. Da mesma forma que teve paciente que perdeu o olfato, teve paciente que ficou tonto ou que adquiriu o zumbido depois da covid-19”, pontuou Oiticica.


Limitações


Presente em 42% da população adulta de São Paulo, conforme estudo publicado pela Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, a tontura, muitas vezes, não costuma ser um motivo para pacientes procurarem auxílio médico. No entanto, em alguns casos, ela pode trazer limitações e impactar na qualidade de vida. Portanto, quando os episódios forem frequentes, a orientação é sempre procurar um otorrinolaringologista.


“Toda vez que o paciente tem tontura, isso indica assimetria do sistema. O sistema de equilíbrio é como os dois pratos de uma balança. Eles devem estar alinhados, na mesma altura. Se um prato está mais para baixo e, o outro, mais pra cima, isso gera tontura. Então é importante avaliar”, alertou Oiticica. “Às vezes você se levanta rapidamente e deu uma tonturinha, coisa de segundos. Isso passou e nunca mais aconteceu. Mas se é uma coisa que se repete, esse é um sinal que o corpo está dando de que a pessoa precisa procurar ajuda”.

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