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Combate a cefaleia

Atenção para os gatilhos que podem disparar a enxaqueca

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
05 mai 2021 às 17:11

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Ansiedade, stress, tristeza, rotina inadequada de sono são algumas condições que podem disparar crises de enxaqueca, a dor de cabeça latejante que pode perdurar por até 72 horas. Gatilhos que podem ter sido intensificados durante o período prolongado de pandemia de COVID-19. Determinados tratamentos podem prevenir e espaçar tais crises, segundo Consenso Latino-Americano de Tratamento.


A enxaqueca é uma doença muito mais comum do que se imagina: segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 20% das mulheres e 5% a 10% da população masculina são afetados por esta, que é uma doença de alto custo pessoal, social e econômico. É considerada crônica quando a dor de cabeça se manifesta por mais de 15 dias ao mês. Geralmente pode ser pior de um dos lados da cabeça e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, barulhos e odores.

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"Alguns dos principais gatilhos para a enxaqueca se intensificaram no último ano, com a pandemia de Covid-19. O isolamento prolongado, maior carga de trabalho e incertezas gera um estresse crônico que aumenta a frequência e a intensidade das crises de dor de cabeça. E o uso excessivo de analgésicos sem indicação médica é um importante fator para cronificar a enxaqueca", diz Thais Villa, neurologista chefe do Setor de Cefaleias da UNIFESP.


Segundo a OMS, é a sexta doença mais incapacitante do mundo, e a primeira em adultos abaixo dos 50 anos.


O Dia Nacional de Combate à Cefaleia é comemorado em 19 de maio, sendo uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCE). A data tem o intuito de chamar a atenção da população para os diferentes tipos de dores de cabeça. Estima-se que a enxaqueca afeta 15% da população mundial em algum momento da vida e outros 2% sofrem com enxaqueca crônica, uma doença incapacitante, que pode interferir na qualidade de vida do indivíduo. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas sofrem com essa enfermidade.


Enxaqueca Crônica


A frequência, duração e sintomas diferem a enxaqueca crônica das dores de cabeça comuns, tais como vômito, náusea, sensibilidade à luz, barulho, determinados odores e movimentos, persistentes por 15 dias no mês, por mais de três meses (no período de um ano)1. É também uma das principais causas de absenteísmo e diminuição da produtividade no trabalho 4,5, impondo um significativo impacto na economia devido aos altos custos para os pacientes e sociedade.


Tratamentos


Embora a enxaqueca crônica não tenha cura, é possível controlá-la, espaçando o episódio de crises e amenizando a intensidade dos sintomas, com medicamentos adequados a cada caso, sob prescrição médica. Segundo o Consenso Latino-Americano para as Diretrizes de Tratamento de Migrânea Crônica e o Consenso da Sociedade Brasileira de Cefaleia sobre o Tratamento da Migrânea Crônica 3,6, os tratamentos podem ter duas abordagens:


Tratamento agudo - para reduzir a frequência e intensidade das crises, melhorar os sintomas das crises, a escolha do medicamento será definida por um médico caso a caso, incluindo tratamento hospitalar em pronto-socorro 3


Tratamento preventivo - para prevenir a recorrência das crises 3, podem ser utilizados medicamentos orais, como neuromoduladores e betabloqueadores, e medicamentos injetáveis 6,7. Entre os injetáveis, o objetivo é reduzir a percepção da dor pelo sistema nervoso central 3,6; o medicamento é injetado no trajeto dos nervos que inflamados provocam a dor de cabeça, em pontos específicos da cabeça, do pescoço e na porção mais alta do tronco.


Automedicação durante a pandemia: um alerta O uso indiscriminado de analgésicos pode gerar um efeito rebote, requerendo o consumo de mais medicamento, com consequente aumento das crises e sua intensidade. Isso já acontece se utilizados 10 ou mais medicamentos de crise, por um período de mais de três meses.


"Durante a etapa de distanciamento social e trabalho remoto, muitos pacientes de enxaqueca crônica trocaram os tratamentos prescritos por medicamentos de fácil acesso – mas esses medicamentos, em excesso, também podem disparar episódios de enxaqueca", diz Dra. Thais Vila.


Hábitos Saudáveis

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Como muitos dos gatilho das crises de enxaqueca estão também relacionados aos hábitos de vida, manter uma rotina de alimentação e atividades físicas equilibradas favorece a qualidade de vida de quem sofre com a doença.


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