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Cibercriminosos miram em empresas ligadas à saúde durante a pandemia, diz estudo

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
26 fev 2021 às 17:42

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Pixabay
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No último ano, cibercriminosos voltaram seus ataques a hospitais e infraestrutura ligada à saúde, se aproveitando da alta demanda no setor provocada pela pandemia de Covid-19.

A conclusão aparece em estudo divulgado pela IBM nesta quarta-feira (24) e corrobora o que apontaram especialistas e relatórios de outras empresas publicados ao longo do último ano.

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Segundo o levantamento, a fatia de ataques ao setor mais do que dobrou em 2020 em relação a 2019, passando a 6,6% das ameaças detectadas (ante 3%). A análise leva em consideração mais de 130 países, incluindo o Brasil.


Um dos ataques detectados, em outubro, mirava a Comissão Europeia e outras organizações em diferentes países envolvidas na cadeia de distribuição de vacinas da Covid-19. Não foi possível identificar o autor da ofensiva, que tentava roubar informações privilegiadas.


No mês anterior, a Microsoft publicou um estudo apontando que 16 grupos hackers que recebem apoio de governos de países passaram a visar atores envolvidos na resposta à pandemia.


Ataques do tipo "ransomware" tiveram uma alta de 20% em relação a 2019 e foram responsáveis por um a cada quatro dos incidentes de segurança detectados na análise da IBM. Contra a saúde, foram 28% dos casos.


Nessa modalidade, programas maliciosos bloqueiam computadores ou sistemas. Os criminosos, então, exigem resgate para devolver o acesso –um sequestro digital.


"Quando as instituições de saúde são atacada por ransomware, além de consequências econômicas drásticas, o ataque pode ter implicações gravemente prejudiciais, como a perda de registros de pacientes e atrasos ou cancelamentos de tratamentos", diz Luis Corrons, pesquisador da Avast, empresa tcheca de cibersegurança. Em setembro, um desses vírus paralisou um hospital em Dusseldorf, na Alemanha.


Como o local ficou impedido de receber novos pacientes, recusou a ambulância que transportava uma mulher de 78 anos que chegava com um aneurisma da aorta. Ela precisou ser levada a outra instituição, a 32 km dali. O translado demorou uma hora e ela morreu pouco depois.


Mais da metade dos casos desses sequestros digitais em 2020, aponta o relatório, foram de uma variante chamada de "extorsão dupla". Nela, além de cobrar para restaurar as máquinas, os criminosos pedem dinheiro para não vazar os dados obtidos.


O ransomware "Sodinokibi", que usa essa estratégia, foi o mais popular no período. A IBM estima que ele tenha rendido mais de U$ 120 milhões (R$ 650 mi).


A orientação para esse tipo de crime é de não ceder às demandas. "As empresas têm que lembrar que estão lidando com criminosos, não existe nenhuma garantia", diz Marcio Silva, gerente técnico da IBM Security Brasil.

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Nesses casos, as dicas de Silva são: fazer a gestão correta de usuários e só dar os acessos necessários a cada um e corrigir vulnerabilidades.


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