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Entenda o que é o quiet quitting, fenômeno que chama atenção no mundo do trabalho

Natalie Vanz Bettoni - Folhapress
25 ago 2022 às 08:56

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Pixabay
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Em português, quiet quitting significa demissão silenciosa. O termo vem sendo usado para caracterizar profissionais que defendem estabelecer limites bem definidos entre trabalho e vida pessoal, correspondendo às obrigações para continuar empregado, mas não fazendo mais ou menos do que o combinado.


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Relatos nas redes sociais indicam que, apesar do que o nome sugere, os adeptos não desejam ser demitidos, mas apenas cumprir com o acordado: sair no horário, não trabalhar no final de semana e não adotar funções extras, por exemplo, são atitudes defendidas pelos trabalhadores.


A tendência chega em meio à chamada grande renúncia ("The Great Resignation"), movimento dos Estados Unidos que começou com jovens compartilhando a saída do emprego em redes sociais. Já no Brasil o número recorde de demissões mostra que os profissionais de maior escolaridade foram os que mais pediram para deixar o emprego.


Entre janeiro e maio 2,9 milhões de trabalhadores brasileiros pediram para sair do trabalho, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) a partir de dados do Caged, maior índice da série histórica iniciada em 2005.


A alta nos casos de burnout também é motivo de alerta para especialistas. Mais pessoas sofrem com o esgotamento relacionado ao trabalho, o que é atribuído também à dissolução de limites entre trabalho e vida pessoal, influenciada pelo trabalho remoto durante a pandemia.


Há críticas ao uso do termo quiet quitting, que dá a ideia de que fazer apenas o que foi combinado seria buscar a própria demissão. Nas redes sociais, há questionamentos acerca da conveniência para empregadores de se referir aos profissionais desta forma.

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"É claro que tem empresário já abertamente falando mal do quiet quitting, colocando como algo que não é uma boa ideia. Mas aqui vai uma boa ideia: que tal compensar os trabalhadores por todo o trabalho que fazem e dividir o trabalho adequadamente em um número justo de pessoas e horas?", questiona uma usuária do Twitter (@bacharela_).

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