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Alergias

Lavar as mãos corretamente requer atenção ao produto

Larissa Teixeira - Folhapress
05 mai 2020 às 10:37

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Reprodução/Pixabay
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A pandemia do novo coronavírus tem destacado a relevância de higienizar as mãos. A lavagem com água e sabão e a utilização do álcool em gel são métodos eficazes para evitar a contaminação e propagação da doença. No entanto, é necessário ter alguns cuidados com a pele para que ela não seja prejudicada.

A dermatologista Anelise Roskamp Budel afirma que é muito importante lavar as mãos com água e sabão. Como algumas pessoas podem ter alergia ao sabão comum, ela recomenda optar por um que a pessoa já esteja acostumada ou o neutro, que não é colorido e tem pouco perfume.

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Segundo Silvana Lessi Coghi, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, após ter contato com pessoas e tocar em superfícies, como maçanetas, de um local em que não é possível lavar as mãos com água e sabão, é preciso utilizar o álcool em gel 70%. Ela explica que não é necessário fazer as duas coisas em sequência.


"De modo geral, ninguém lavava tanto as mãos", comenta Coghi.


Frequência


A especialista reforça que aumentar a frequência de higienização é necessário, pois assim é possível evitar o coronavírus, por exemplo. Entretanto, também, pode deixar a pele mais sensível.


Budel explica que o álcool é um antisséptico, ou seja, elimina vírus e bactérias. Ao mesmo tempo, quando entra em contato com a pele, retira uma camada de gordura responsável por proteger e manter água na superfície. Assim, quando o álcool evapora, ele diminui a quantidade de água na pele. Por isso, o seu uso pode resultar em mãos mais secas, sensíveis e, em alguns casos, com dermatites de contato.


"Essa camada protetora é reposta com hidratação", afirma a dermatologista. Ela explica que o ressecamento da pele é solucionado pelo uso de creme hidratante. Basta passar no momento em que seja possível ficar um tempo sem removê-lo, como antes de dormir.


Produtos químicos desgastam a pele


Segundo a dermatologista Silva Lessi Coghi, quando a pessoa utiliza produtos químicos que afetam a camada protetora da pele sem hidratação para restabelecê-la, causa um desgaste que pode provocar a dermatite de contato, uma inflamação.


Lesões na pele, ardência, coceira, descamação e aparecimento de fissuras são sinais de que a pessoa pode estar com dermatite de contato. As dermatologistas explicam que ela pode ser resultado de reação alérgica ou irritativa, esta pode aparecer no local em que o produto foi utilizado já durante o primeiro contato.


Segundo Budel, a reação alérgica pode acontecer por causa do contato com o princípio ativo, o álcool, ou com o veículo, o gel. Neste caso, a pessoa precisa ter predisposição para desenvolver. Coghi explica que a reação alérgica pode afetar partes do corpo que não tiveram contato com o produto utilizado. Assim, mesmo que só tenha passado o álcool na mão, a coceira pode surgir no pescoço, por exemplo.

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Caso a pessoa tenha alguma reação do tipo, Budel destaca que é muito importante prestar atenção para tentar identificar o produto que está causando aquilo e parar de utilizá-lo. Caso o problema continue ou seja grave, é necessário procurar atendimento médico.


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