20/10/20
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Será?!

Nuvem de gafanhotos: internautas falam em apocalipse e pragas do Egito

Uma nuvem de gafanhotos tem atingido plantações no Paraguai e na Argentina desde o final de maio. Nesta semana, a nuvem se aproximou do Brasil e tem causado preocupação entre as autoridades. A situação é tão grave que o Ministério da Agricultura decretou estado de emergência fitossanitária nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Apesar de ser um fenômeno comum em alguns locais e épocas do ano, a nuvem de gafanhotos tem despertado a imaginação e a curiosidade dos internautas. Com os recentes acontecimentos de 2020, alguns usuários das redes sociais falam de apocalipse. Os gafanhotos reforçaram ainda mais essa crença, já que são uma das Dez Pragas do Egito.

As Dez Pragas do Egito estão descritas em passagens bíblicas. A história das escrituras mostra que Deus escolheu Moisés para guiar o povo hebreu na saída do Egito. Como Moisés foi criado pela filha de um faraó, apresentou resistências para deixar o País com os hebreus, que eram escravizados. Assim, para mostrar toda sua soberania e poder ao faraó, Deus enviou as Dez Pragas ao Egito.

Apesar das crenças no apocalipse e das preocupações dos internautas, estudiosos já indicaram as explicações científicas para cada um desses eventos. Veja:

Água convertida em sangue

A primeira praga do Egito foi a conversão da água em sangue. De acordo com a Bíblia, até mesmo rios e lagos foram contaminados pelo fluído, o que levou todos os peixes e outros animais aquáticos à morte. Estudiosos indicam que esse fenômeno pode ter acontecido, principalmente, por conta do aquecimento climático, do aumento da temperatura e da seca. A cor vermelha não era devido ao sangue, mas à ação de cianobactérias.

Rãs

As rãs são a segunda praga do Egito e, de acordo com as escrituras, surgiram após o irmão de Moisés estender sua mão sobre o País. Contudo, biólogos explicam que o aparecimento das rãs no País se deu em decorrência do que houve com o rio Nilo, que ficou sem oxigênio e obrigou os animais a saírem da água.

Piolhos

Assim como as rãs, a Bíblia relata que os piolhos surgiram após o irmão de Moisés estender novamente sua mão. Os organismos cobriram a terra e todos os animais. Estudiosos apontam que a seca que favoreceu a contaminação do rio Nilo proporciona o clima ideal para a proliferação de piolhos, que já eram comuns no Egito.

Moscas

As moscas são a quarta praga do Egito e, do mesmo modo que as anteriores, infestaram a terra. De acordo com a Bíblia, o faraó concordou em libertar o povo hebreu e Deus retirou a praga. Contudo, após as moscas sumirem, faraó descumpriu o acordo e manteve os hebreus escravizados.

Especialistas indicam que o aumento de moscas ocorreu porque os sapos, que antes viviam nos rios, perderam seu habitat e morreram.

Peste e morte dos animais

As doenças e a morte dos animais são a quinta praga do Egito. Desta vez, segundo a Bíblia, a praga surgiu porque Moisés estendeu a mão sobre o Egito. Os animais morreram e os egípcios enfrentaram grandes perdas comerciais. O cenário é explicado pelos biólogos como algo óbvio, já que o aumento das populações de piolho e de moscas favorece o surgimento de doenças em animais.

Úlceras

Como o faraó voltou atrás em sua decisão de libertar o povo hebreu, o Senhor ordenou que Moisés e seu irmão enchessem as mãos de cinzas e jogassem aos céus. A Bíblia conta que assim eles fizeram e as cinzas se transformaram em úlceras, que atingiram tanto as pessoas quanto os animais.

Assim como ocorreram com as pestes e as mortes de animais, cientistas acreditam que as feridas de úlceras tenham surgido por conta do aumento de piolhos e moscas.

Chuva de pedras

Mesmo com as seis pragas anteriores, o faraó continuou a insistir na escravidão do povo hebreu e, assim, o Senhor pediu para Moisés estender sua varinha pelo Egito, o que desencadeou uma chuva de pedras. Físicos argumentam que chuvas e tempestades de granizo são raras em regiões secas e áridas, mas podem ocorrer.

Nuvem de gafanhotos

A nuvem de gafanhotos é a oitava praga do Egito e consistiu em um vento que reuniu milhões de insetos, que passaram e devoraram tudo que encontraram pela frente. A Bíblia conta que novamente o faraó pareceu ceder, mas recuou quando a praga cessou.

Do ponto de vista científico, os gafanhotos tiveram alterações comportamentais devido aos acontecimento climáticos do Egito. Assim, passaram a se reunir em grandes grupos, formando as nuvens.

Trevas - Escuridão por três dias

Com a nona praga, o Egito passou por três dias de total escuridão. Mesmo assim, as escrituras indicam que o faraó não foi convencido. Cientistas indicam que uma tempestade de areia bastante comum - que ocorre até atualmente - pode ter sido o motivo da escuridão. Há, ainda, teorias que apontam que o pó vulcânico encobriu o Sol.

Morte dos primogênitos

A morte dos primogênitos foi a última praga enviada ao Egito pelo Senhor. Nela, todos os primogênitos morreram, inclusive o filho do faraó e de todos os animais. Com isso, a Bíblia conta que o faraó se deu por vencido e decidiu libertar o povo hebreu.

Existem várias teorias sobre esse acontecimento, mas a mais aceita está relacionada aos aspectos culturais do povo egípcio. Naquela época, o filho mais velho se alimentavam primeiro quando não havia comida para todos. Com isso, podem ter consumido alimentos contaminados, especialmente pela urina e pelas fezes dos gafanhotos.

(Com informações do site Mega Curioso.)

*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.
Caroline Knup - Estagiária*
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