Lionel Messi voltou a quebrar recordes em uma Copa do Mundo e, de quebra, ajudou a
mudar a percepção do mercado sobre as chances da Argentina em 2026. Com um hat-
trick diante da Argélia e mais dois gols contra a Áustria, o camisa 10 se tornou
o maior artilheiro da história dos Mundiais, ultrapassando Miroslav Klose. O desempenho docraque coincidiu com a campanha perfeita da seleção argentina na fase de grupos e
provocou uma reação imediata nas casas de apostas.
Antes do torneio, a Argentina aparecia entre a quarta e a quinta colocação no ranking
de favoritas, com odds variando entre 9,00 e 10,00 nas principais operadoras. Após
duas vitórias, seis gols marcados, nenhum sofrido e uma sequência de recordes de
Messi, a atual campeã mundial subiu para o grupo das principais candidatas ao título. A
seleção ocupa atualmente a terceira posição entre as favoritas, com cotações na faixa
de 7,50, atrás apenas de Espanha e França.
Messi e o recorde histórico
Com 18 gols em Copas do Mundo, Messi se isolou como o maior artilheiro da história
do torneio, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, que detinha o recorde desde o
Mundial de 2014, com 16 gols. Os números foram confirmados após a partida contra a
Áustria: com os dois gols marcados naquela segunda-feira, o camisa 10 superou
definitivamente a marca do ex-atacante alemão. Na estreia contra a Argélia, o argentino
já havia igualado a marca de Klose ao anotar três vezes e ainda quebrado outra:
tornou-se o primeiro jogador a disputar seis edições do torneio.
Os números acumulados nos dois jogos têm peso histórico adicional. Messi soma agora
24 participações diretas em gols nas Copas, entre tentos e assistências, superando as
22 de Pelé. Ao anotar três gols diante da Argélia, o argentino também assumiu a
liderança isolada da artilharia desta edição do Mundial.
Argentina no topo do ranking FIFA
A campanha da Argentina na Copa de 2026 começou com outro dado de contexto: a
seleção de Scaloni chegou ao torneio no primeiro lugar do Ranking Mundial da FIFA.
Com 1.877,27 pontos, a Argentina recuperou a liderança que havia perdido para a
França nos meses anteriores ao torneio, após a derrota dos franceses para a Costa do
Marfim em amistoso. França e Espanha completam o top 3 da classificação. A próxima
atualização do ranking está prevista para 20 de julho de 2026. Vale notar que a história
joga contra o atual líder: desde a criação do ranking da FIFA, em 1993, nenhuma
seleção que chegou ao torneio na primeira posição conquistou o título mundial.
Como o mercado de apostas reagiu
Antes do início da Copa do Mundo, a Argentina figurava entre a quarta e a quinta
posição no ranking de favoritas ao título nas principais casas de apostas, com cotações
entre 9,00 e 10,00. As odds mais altas refletiam a incerteza sobre a condição física de
Messi aos 38 anos e a dependência da seleção em relação ao seu camisa 10. Atrás de
Espanha e França (ambas cotadas a 5,50), Inglaterra (8,00) e Portugal (8,50), a
Argentina entrava no torneio com probabilidade implícita de cerca de 10%.
Com a campanha perfeita na fase de grupos e os recordes históricos, as cotações para
o título argentino se comprimiram. Em uma plataforma, odds para
bet no campeão da Copa do Mundo colocam a Argentina ocupa atualmente a terceira posição no rankingde favoritas da KTO, com cotações na faixa de 7,50, atrás apenas de Espanha e
França. O mercado de longo prazo para o título se atualiza em tempo real conforme o
desempenho das seleções em cada rodada.
Esse tipo de movimento não é incomum em Copas. As odds dos favoritos tendem a cair
conforme o torneio avança, com as cotações se ajustando para refletir resultados,
condição física dos jogadores e o chaveamento do mata-mata. Em 2022, a Argentina
entrou no torneio como terceira colocada no ranking da Federação Internacional de
Futebol (FIFA) e foi campeã. O fato de agora chegar ao torneio na liderança da mesma
classificação acrescenta uma camada de paradoxo esportivo à campanha argentina.
Elenco além do camisa 10
A análise das fontes especializadas aponta que a Argentina deste ciclo não depende
exclusivamente de Messi para criar perigo. O meio-campo formado por Enzo
Fernández, Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul é considerado um dos mais completos
do torneio, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez formando uma dupla de ataque de
alto nível de finalização. A solidez defensiva argentina fica evidenciada pelos zero gols
sofridos nas duas primeiras partidas.
O técnico Lionel Scaloni, que conduziu a Argentina ao título mundial em 2022 e a dois
títulos consecutivos da Copa América, manteve a base do elenco campeão. Essa
continuidade de trabalho é apontada como um dos fatores que sustentam as chances
argentinas em torneios curtos de mata-mata, formato no qual a seleção albiceleste
demonstrou consistência nas últimas três grandes competições.
O contexto do torneio expandido
A Copa do Mundo de 2026 é disputada por 48 seleções, o maior número da história do
torneio, em 16 cidades dos Estados Unidos, Canadá e México. O formato ampliado
acrescentou uma fase de 32 avos de final antes das oitavas, tornando o caminho até o
título mais longo do que nas edições anteriores. Esse novo modelo cria mais rodadas
no mata-mata e beneficia elencos com maior profundidade e estabilidade tática,
características que as análises associam diretamente ao estilo de jogo construído por
Scaloni nos últimos anos.