22/04/18
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22/04/2018 - 00:53
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Tony Richardson já tinha dez anos de carreira e vinha de uma bem-sucedida carreira na televisão britânica. No cinema, já havia dirigido cinco longas e dois deles, Um Gosto de Mel e A Solidão de Uma Corrida Sem Fim, tornaram seu nome conhecido. Mas nada comparado ao sucesso e aos prêmios ganhos com As Aventuras de Tom Jones, de 1963, seu sexto longa-metragem. O roteiro de John Osborne é uma adaptação do romance de Henry Fielding e se passa na Inglaterra do século XVIII. Tom Jones é um menino do interior que a vida alterada quando é adotado por um aristocrata. Adulto, Tom Jones é um típico bon vivant, sempre envolvido com mulheres nas mais diferentes festas. O que chama a atenção neste é a maneira como o diretor conduz sua narrativa. Com certeza influenciado pela recém-nascida Nouvelle Vague francesa, Richardson imprime uma narrativa bem distinta daquela que costumamos ver em filmes de época. Essa "ousadia" na condução da história fez muito sucesso quando de seu lançamento. Inclusive rendeu dez indicações ao Oscar, das quais levou quatro estatuetas importantes: filme, diretor, roteiro adaptado e trilha sonora. Apesar de um pouco datado, As Aventuras de Tom Jones ainda diverte e tem Albert Finney em grande e carismática forma.

AS AVENTURAS DE TOM JONES (Tom Jones - Inglaterra 1963). Direção: Tony Richardson. Elenco: Albert Finney, Susannah York, Hugh Griffith, Joan Greenwood, Diane Cilento, Lynn Redgrave, David Warner, Joyce Redman e Julian Glover. Duração: 128 minutos. Distribuição: Versátil.
21/04/2018 - 00:21
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O escocês Kevin MacDonald já havia dirigido 12 documentários quando, em 2006, fez sua estreia como diretor de um longa de ficção. O filme em questão, O Último Rei da Escócia, teve seu roteiro escrito por Peter Morgan e Jeremy Brock, a partir do livro de Giles Foden, que relata uma história real. Tudo gira em torno de Nicholas Garrigan (James McAvoy), um médico escocês recém formado que vai trabalhar em Uganda, na África. Lá, ele termina se tornando o médico particular do ditador Idi Amin Dada (Forest Whitaker). O filme vai do encantamento inicial de Garrigan com a proximidade do poder que desfruta, até a constatação das atrocidades ocorridas no país. O Último Rei da Escócia tem a marca "documental" de MacDonald e traz Forest Whitaker em desempenho assombroso. Sua personificação de Idi Amin justifica todos os prêmios de atuação que ele recebeu, entre eles, o Oscar de melhor ator naquele ano.

O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA (The Last King of Scotland - Inglaterra 2006). Direção: Kevin MacDonald. Elenco: Forest Whitaker, James McAvoy, Gillian Anderson, Kerry Washington, David Oyelowo, Simon McBurney e Adam Kotz. Duração: 123 minutos. Distribuição: Fox.
20/04/2018 - 00:20
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É comum a Academia de Hollywood premiar os artistas certos pelos filmes errados. Explicando melhor, às vezes um determinado ator ou atriz deveria ter ganho o Oscar por um certo filme onde realmente tiveram uma ótima atuação. No entanto, isso não acontece e, para compensar a "pisada de bola", um ou dois anos depois, eles ganham o Oscar por um trabalho bom, porém, menor. Foi o aconteceu com a cantora e atriz Cher. Ela teve um desempenho fabuloso em Marcas do Destino, de 1985. Mas, não levou o prêmio. O Oscar de melhor veio em 1988, por seu desempenho em Feitiço da Lua, de Norman Jewison. Esta comédia romântica, escrita por John Patrick Shanley, que ganhou na categoria de roteiro original, conta a história de uma viúva, Loreta (Cher), que aceita se casar com Johnny (Danny Aiello), mas, termina se apaixonando pelo futuro cunhado, Ronny (Nicolas Cage). Feitiço da Lua é engraçado e conta com um elenco excepcional. Além disso, o bom texto de Shanley e a direção segura de Jewison ajudam bastante. O filme ainda ganhou um terceiro Oscar, de atriz coadjuvante para Olympia Dukakis.

FEITIÇO DA LUA (Moonstruck - EUA 1987). Direção: Norman Jewison. Elenco: Cher, Nicolas Cage, Danny Aiello, Olympia Dukakis, Vincent Gardenia, Julie Bovasso, John Mahoney, Feodor Chaliapin Jr. e Anita Gillette. Duração:102 minutos. Distribuição: MGM/Fox.
19/04/2018 - 00:19
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A cerimônia do Oscar de 1999 talvez tenha sido uma das mais estranhas e injustas de toda a história do prêmio. Pelo menos para as categorias de filme, ator, atriz e filme estrangeiro. Proporcionalmente, os dois grande vencedores daquele ano foram Shakespeare Apaixonado e A Vida É Bela. O primeiro ganhou filme, atriz (para Gwyneth Paltrow), além de outros cinco. O segundo levou os de ator (para Roberto Benigni, também diretor e roteirista do filme), filme estrangeiro e trilha sonora. A Vida é Bela conta uma história realmente tocante. A maior parte da ação se passa durante a Segunda Guerra Mundial, em um campo de concentração na Itália, para onde são levados os judeus Guido (Benigni) e seu filho Giosué (Giorgio Cantarini). O pai, para evitar que o menino presencie os horrores da guerra, faz de conta que tudo não passa de uma brincadeira. A premissa é muito boa, no entanto, Benigni carrega bastante nas tintas e cai em clichês melodramáticos desnecessários. Além do que, não há da parte dele uma atuação digna dos prêmios que recebeu. Ela é caricata demais. Às vezes, a Academia acerta. Mas, quando erra, erra feio.

A VIDA É BELA (La Vita è Bella - Itália 1997). Direção: Roberto Benigni. Elenco: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giorgio Cantarini, Marisa Paredes, Horst Buchholz, Amerigo Fontani, Giustino Durano e Sergio Bustric. Duração: 116 minutos. Distribuição: Imagem Filmes.
18/04/2018 - 00:18
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A cineasta americana Randa Haines começou carreira na televisão em 1979. Ao longo dos sete anos seguintes ela dirigiu alguns telefilmes e episódios de séries de TV. Sua estreia no cinema acontece em 1986 com este Filhos do Silêncio. O roteiro, de Hesper Anderson e Mark Medoff, se baseia na peça de teatro escrita por Medoff. Tudo começa quando James Leeds (William Hurt), professor de linguagem de sinais, é contratado para trabalhar em uma escola de alunos com deficiência auditiva. Lá ele conhece Sarah Norman (Marlee Matlin), uma ex-aluna que continua na escola, de onde se recusa a sair. Leeds se aproxima de Sarah com o intuito de ajudá-la e termina por se apaixonar por ela. Filhos do Silêncio é um filme pouco empolgante. Apesar da boa intenção da trama e do romance que surge entre as personagens. Falta paixão. Falta química. E olha que William Hurt e Marlee Matlin estavam juntos na vida real. Faltou à diretora imprimir um ritmo melhor ao filme. Mas isso não impediu que a obra recebesse cinco indicações ao Oscar e levasse o prêmio de melhor atriz. Em tempo: a atriz Marlee Matlin é realmente surda-muda.

FILHOS DO SILÊNCIO (Children of a Lesser God - EUA 1986). Direção: Randa Haines. Elenco: William Hurt, Marlee Matlin, Piper Laurie, Philip Bosco, Allison Gompf, John F. Cleary, Philip Holmes e Georgia Ann Cline. Duração: 119 minutos. Distribuição: Paramount.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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