11/12/19
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Concurso

Projetos que protegem aves na mata das araucárias concorrem a prêmio nacional

Degradação em larga escala, destruição das fontes de alimentos e retirada ilegal de filhotes da natureza. Todas essas questões contribuem para que muitos animais percam o seu habitat natural, não consigam se adaptar em outros locais e assim entrem para a "lista vermelha", das espécies com risco de extinção. Esse é o caso do papagaio-de-peito-roxo e do papagaio-charão, ambos nativos da floresta com araucárias, que estão perdendo cada vez mais território para sobreviver e se reproduzir.

Pensando nisso, alguns pesquisadores da região desenvolveram iniciativas para prover a proteção dessas espécies e com isso, estão concorrendo ao II Prêmio Nacional da Biodiversidade. Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, o evento tem como objetivo reconhecer e premiar os projetos de destaque na melhoria da conservação das espécies brasileiras, por meio de um júri popular.

Uma dessas ações é o "Dois papagaios ameaçados da Floresta com Araucárias: um esforço de conservação comum", com iniciativa da Universidade de Passo Fundo (RS) e apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A proposta engloba os dois papagaios, com o objetivo de conservar as aves por meio da educação ambiental, além do incentivo à criação de áreas protegidas.


Coordenador do projeto, o professor Jaime Martinez, que é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, relata que "a principal estratégia de conservação das espécies ameaçadas é preservar o seu lar e o seu habitat. A floresta com araucárias é um ecossistema único do sul do Brasil", descreve.

Outra iniciativa, realizada pelo Instituto Espaço Silvestre, é a "Reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias", que, além de ter reintegrado a espécie à natureza, promoveu o envolvimento da comunidade com a conservação. Para Malu Nunes, que é diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, o trabalho reflete em um âmbito maior. "Colocar em prática ações efetivas beneficia toda a biodiversidade da região", afirma.

O projeto do Instituto Espaço Silvestre concorre na categoria "Sociedade Civil" e da Universidade de Passo Fundo, em "Academia". Para conhecer mais projetos e participar da votação, acesse o link.
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
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