02/12/20
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Terapia segura

UEL desenvolve simulador para pessoas com medo de dirigir

Professora acredita que a obrigatoriedade de aquisição do aparelho nas autoescolas vai facilitar o acesso e tratamento de pacientes

Um simulador de realidade virtual desenvolvido pela empresa londrinense Oniria Software deve contribuir de forma mais efetiva no tratamento de pessoas com fobia de dirigir. Produzido em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde é testado, o equipamento ficará pronto nas próximas semanas.

A aplicação do sistema se tornará mais viável frente à nova regra publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no início da semana. A partir do ano que vem, o simulador de direção veicular será obrigatório em todos os Centros de Formação de Condutores (CFC) no País. Semelhante à cabine de um carro, o aparelho custa o equivalente a um carro popular 0km.


Para a coordenadora do projeto de pesquisa da instituição, Verônica Bender Haydu, o uso do aparelho vai promover maior segurança aos alunos e facilitar o tratamento das pessoas que têm medo de dirigir. "Atualmente, os psicólogos trabalham com terapia em consultório e exposição ao trânsito de forma gradual, dentro de um automóvel e nas ruas. A partir da implantação do simulador, o paciente estará em um ambiente seguro, pois sabe que não vai sofrer acidentes", explica. O novo método, segundo ela, também não expõe ao ridículo.

Divulgação/Detran
Divulgação/Detran


As pessoas com fobia poderão ser avaliadas e tratadas com acompanhamento de um psicólogo. "O profissional terá a opção de escolher os cenários que serão projetados no simulador, de acordo com cada caso", exemplifica. Outros projetos, em fase mais avançada, já apresentaram resultados satisfatórios na aplicação de simulador similar em pacientes com medo de altura, falar em público, fobia social e claustrofobia.

A aquisição do aparelho também abre portas para atuação de psicólogos em clínicas e autoescolas. "Ele serve tanto para quem deseja tirar a CNH quanto para aqueles que já têm a habilitação e não saem às ruas", enfatiza.

Assim que o protótipo for concluído pela empresa, os estudantes e professores envolvidos na pesquisa vão coletar dados, selecionar participantes e aplicar a terapia para observar os resultados. As expectativas, segundo Verônica, são as melhores. "Existem estudos feitos no exterior, com simuladores de carro, que obtiveram sucesso total", adianta.
Samara Rosenberger - Redação Bonde
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