09/12/19
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Fim das negociações

Governo solicita liminar para encerrar greve dos professores no Paraná

O Governo do Estado decidiu encerrar as negociações com os professores e servidores da rede pública de ensino e na sexta-feira (27) entrou com pedido de liminar no Tribunal de Justiça (TJ) para que a greve iniciada há 20 dias seja encerrada.

Theo Marques/Equipe Folha
Theo Marques/Equipe Folha


Segundo informações da assessoria da Casa Civil, na petição a Procuradoria Geral do Estado solicita o início imediato das aulas para esta segunda-feira (2 de março), argumentando que como há uma negociação em curso e as reivindicações em pauta "estão sendo atendidas dentro das possibilidades do governo", não há uma "justificativa legal" para que a paralisação continue. A expectativa da PGE era que a liminar fosse julgada ainda ontem.


A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (APP Sindicato) disse que ainda não havia sido notificada da ação até o início da noite, mas adiantou que caso a liminar fosse concedida pelo TJ o departamento jurídico da entidade entraria com recurso. A APP Sindicato já havia marcado para a próxima quarta-feira, dia 4 de março, nova assembleia geral em Curitiba para discutir as propostas encaminhadas pelo governo.

Na última quarta-feira, quando houve a terceira rodada de negociações entre a categoria e o Executivo, o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD), já sinalizava com o esgotamento da pauta e disse que o governo estava pronto para que as aulas começassem na próxima segunda-feira.

O secretário de comunicação da APP Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, disse que o pedido de liminar "é reflexo de um governo que não sabe negociar, tanto que o governador não apareceu em nenhuma das rodadas de negociação".

"Há um clima de desconfiança em relação ao governo. Eles estão falando em reenviar à Assembleia o projeto do Paranaprevidência, que retira nossos direitos, e nós não sabemos em que condições. A greve é legal, foi deflagrada em assembleia, e as propostas apresentadas pelo governo serão discutidas também em assembleia, conforme prevê a lei", afirmou. O sindicalista disse que mesmo que fosse determinado o retorno às aulas na segunda-feira, as escolas estaduais não estariam prontas. "Faltam professores e funcionários no nosso quadro efetivo que o governo ainda não repôs", apontou.
Diego Prazeres - Equipe Folha
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