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Novos rumos

Inteligência organizacional valoriza trabalhador

Érika Gonçalves/Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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‘A gente percebe que alguns profissionais não gostam de dividir informação, o que é prejudicial para a carreira’, afirma Guilherme Pierre, gerente de Gestão do Conhecimento

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Na era da internet, e-mail e outros aparatos tecnológicos, a informação abundante está disponível, para muitos, dentro de casa. Nas empresas não é diferente. Mas existe uma outra informação que não chega pela internet, é a contruída no dia-a-dia, nos processos de trabalho.

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Essas informações são extremamente importantes, mas podem se perder facilmente. Quem detém esses conhecimentos possui a chamada inteligência organizacional.


Guilherme Pierre é gerente na América Latina para Gestão da Informação e Conhecimento da Visual Presence. Nesta entrevista à FOLHA ele diz como empresas e funcionários podem se organizar para usufruir dessa habilidade da melhor maneira possível.

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O que é inteligência organizacional?


É todo conhecimento, informação, que está dentro de uma área, de um departamento. E essa inteligência, quando não é dividida, perde-se.


Cada funcionário adquire a sua conforme o trabalho que desenvolve?


Exatamente. Porque está muito agregado a processos, procedimentos. Na verdade, acredito que cada um tem uma maneira de fazer o trabalho, cada um define essa maneira, como funciona, como tudo deve acontecer. Se algumas pessoas deixarem a empresa e esse trabalho não for dividido, disseminado, a informação se perde, os processos somem e a gente começa tudo do zero. Olhando pelo lado da empresa, haverá um custo adicional para chegar no ponto em que estava, no mesmo padrão de qualidade. Olhando mais pelo lado do funcionário, aquele que possui um olhar generalista passa a entender qual é o negócio da empresa de um modo geral, tem habilidade grande em construir relacionamentos em vários níveis da corporação, passa a conhecer vários movimentos que a empresa toma, capacitando-o a construir um networking fortíssimo dentro da companhia e passando a ser um ponto de referência.


Faz pouco tempo que as empresas estão valorizando essa inteligência?


É um negócio muito novo no Brasil, há muito a ser desenvolvido ainda. As empresas não deram a atenção devida. O impacto que essa área causa no negócio da corporação, na visão da gestão do conhecimento, é fortíssimo.


A pessoa que entra em uma empresa com essa visão será valorizado?


Acredito que sim. Acho que tem muito a ver também com o planejamento de carreira, porque na verdade a gente percebe que alguns profissionais não gostam de disseminar informação. Quanto mais se dissemina a informação, quanto mais se ajuda outras áreas a crescer, maior a chance que um funcionário tem de crescer.


Como a pessoa pode desenvolver essa habilidade?


Existe uma literatura muito boa, cursos em algumas universidades. Acho que um ponto importante é a própria característica do profissional: precisa ser uma pessoa detalhista, com facilidade de se comunicar, que navegue bem em vários níveis da empresa, entenda os dois lados, tanto da empresa como dos colaboradores.


Como é feita essa sistematização das informações?


Existe a maneira de se fazer por sistema, mas eu digo que o sistema não resolve a fase de processo dentro da empresa. É preciso definir quais os processos de disseminação da informação, quem participa, como vai ser feito. Uma vez feito isso pode-se implantar sistemas, algum meio de comunicação em que os funcionários saibam onde buscar os dados.


A empresa que faz isso leva vantagem sobre os concorrentes?

Sem dúvida alguma. Qualquer empresa pode fazer. Faz a diferença e muito.


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