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Maior salto da década, EAD cresce 17,6% no ano passado

Mariana Tokarnia
Agência Brasil
24 set 2018 às 10:27

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Divulgação/MCTIC/Agência Brasil
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Um em cada cinco estudantes matriculados no ensino superior estuda a distância, de acordo com o Censo da Educação Superior divulgado na última quinta-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas, a educação a distância (EaD) registrou o maior salto desde 2008.

Segundo os dados do censo, as matrículas em EaD cresceram 17,6% de 2016 para 2017. Os estudantes de educação a distância (EaD) chegaram a quase 1,8 milhão em 2017 – o equivalente a 21,2% do total de matrículas em todo o ensino superior.

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O número de cursos no país também aumentou, de 2016 para 2017, passou de 1.662 para 2.108, o que representa aumento de 26,8% – maior crescimento desde 2009, quando o país passou dos 647 cursos registrados até 2008 para 844 cursos.


No total, o ensino superior tem cerca de 8,3 milhões de estudantes em cursos de graduação. Desses, 6,5 milhões estão matriculados em cursos presenciais. Ao contrário do que ocorreu nos cursos de EaD, o número de estudantes nos presenciais caiu 0,4% de 2016 para 2017.


A maior parte dos estudantes está matriculada em instituições de ensino privadas, com 75,3% das matrículas. Quando se trata apenas de EaD, essa porcentagem aumenta, as instituições particulares de ensino superior respondem por 90,6% dos estudantes.


Novos alunos
Dos 3,2 milhões de novos alunos registrados no ensino superior em 2017, a maioria (2,1 milhões) optou pelo ensino presencial – aumento de 0,5% em relação a 2016. A procura por cursos a distância cresceu mais. Os ingressantes passaram de 843 mil em 2016 para cerca de 1,1 milhão em 2017 – aumento de 27,3%.


Formação de professores
O percentual de professores formados em cursos EaD aumentou em 2017. Segundo os dados do Censo, em 2016, cerca de 42,1% das matrículas em licenciaturas eram a distância. Esse percentual passou para 46,8% em 2017. Ao todo, as licenciaturas representam 19,3% das matrículas no ensino superior.


Em relação à formação dos professores que atuam nos cursos EaD, segundo o censo, eles são, em grande parte, mestres. Enquanto na educação presencial, os professores com doutorado representam 51,1% do total, na EaD, eles representam 41,8%; outros 46,5% têm a formação até o mestrado.


A educação a distância tem conquistado também os cursos tecnológicos, com 46% do total das matrículas. Esses cursos, que podem durar dois ou três anos, são geralmente mais curtos que os bacharelados e mais voltados para a inserção no mercado de trabalho e representam 12,1% do total de matrículas no ensino superior.


Ministério da Educação
Para o ministro da Educação, Rossieli Soares, o crescimento das matrículas é importante, mesmo que em 2017 tenha se dado na modalidade a distância. "EaD ou presencial, ambas modalidades são possíveis e são importantes, considerando a realidade, a forma de acesso. Mas é importante também que trabalhe sempre dentro de uma perspectiva de qualidade seja ela presencial ou a distância, observada a regulação", disse hoje, em coletiva de imprensa.


O ministro destacou a necessidade da ampliação do ensino superior, uma vez que o país tem 8,9 milhões de jovens de 18 a 24 anos que terminaram o ensino médio e não estão estudando. "Não estão cursando um curso superior, seja ele tecnológico, seja licenciatura ou bacharelado. Nós precisamos avançar em acesso."

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Em relação ao aumento também de licenciaturas EaD, Soares diz que as matrículas nem sempre se tratam de uma primeira formação. "EaD é, às vezes, a forma com que o professor que já está na sala de aula pode ter uma complementação pedagógica. Temos uma série de ofertas como a Universidade Aberta do Brasil, mantida pelo MEC e pela Capes, que traz a possibilidade de segunda licenciatura e atende regiões que, muitas vezes, não conseguiria ter condições de ter uma turma presencial."


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