Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Entenda

Presidente do Inep foi demitido porque "puxou o tapete", diz Vélez

Agência Brasil
27 mar 2019 às 17:43

Compartilhar notícia

Marcelo Camargo/Agência Brasil
siga o Bonde no Google News!

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse hoje (27) que a demissão do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Marcus Vinicius Rodrigues, foi devido a uma "puxada de tapete" feita por ele, ao ter assinado a portaria que adiava a avaliação da alfabetização prevista pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para 2019.

"Essa demissão foi porque o diretor-presidente do Inep puxou o tapete. Ele mudou de forma abrupta o entendimento que já feito, pela preservação da Base Nacional Curricular, de forma a fazer as avaliações em comum acordo com as secretarias de educação estaduais e municipais ", disse o ministro durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Diante da polêmica, a portaria que adiava para 2021 a avaliação que seria feita em 2019 com os estudantes brasileiros foi anulada pelo ministro. Segundo ele, tal medida precisava ser mais debatida por sua equipe, não podendo ser adotada tendo por base apenas um parecer técnico - no caso, recomendação feita pelo secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim.


As recentes mudanças no MEC, com exonerações de cargos de confiança, foram questionadas pelos parlamentares. "É inaceitável que país como o nosso, com problemas tão grandes na educação e com consenso de que educação é a solução para o país, o senhor tenha feito tantas demissões e exonerações em função de disputas [internas] de grupos políticos [no ministério]", disse o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).


Na abertura da audiência, o ministro disse que o Brasil caminha para ter os problemas que a Colômbia tinha há 30 anos, devido à associação do tráfico de drogas com a violência. "O Brasil está doente de uma droga chamada crack, presente em 98% dos municípios", disse o ministro.


De acordo com ele, as escolas cívico-militares ajudarão a evitar problemas como esse e o ocorrido na Escola Professor Raul Brasil, no município paulista de Suzano, quando dois ex-alunos entraram na escola e atiraram contra estudantes e professores. O atentado resultou em oito mortos mais os dois atiradores.

Cadastre-se em nossa newsletter

"Durante a campanha, o presidente Jair Bolsonaro destacou seu desejo de difundir escola com base no ensino e gestão empregado nas escolas cívico militares, que têm se mostrado bem-vindas pelas famílias", disse.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas