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Veja quem são os dez maiores 'caçadores de dinossauros' conhecidos

Ana Bottallo - Folhapress
27 jan 2022 às 12:34
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O estudo dos fósseis está intimamente ligado à compreensão dos organismos, como plantas e animais, que viveram no passado, disciplina conhecida como paleontologia.

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O entendimento da vida antiga passa pela busca de traços, vestígios ou restos na forma de esqueletos e conchas dos animais ou plantas pré-históricos. Sem esses elementos é impossível compreender como era a Terra primitiva.

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A paleontologia é uma ciência que depende, assim, de um bocado de sorte -nem sempre é fácil encontrar restos fossilizados- e de um grande conhecimento para juntar as peças do quebra-cabeça.


As primeiras descobertas de fósseis remontam ao Império Antigo, mas à época acreditava-se que eram resultado do dilúvio que extinguiu os animais.


A compreensão de como os restos de organismos passados podem ajudar a explicar a origem e evolução dos organismos atuais só viria séculos depois, com as descobertas de Charles Darwin e a teoria da seleção natural, consagrada em seu livro "A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural".

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Depois, surgiram os primeiros estudos que associaram a presença de fósseis com o tempo geológico. A partir de então, as descobertas no campo da paleontologia têm ajudado cada vez mais a compreender como eram o ambiente e os seres vivos no passado.


Veja abaixo alguns dos maiores paleontólogos (e paleontólogas) conhecidos.


Georges Cuvier (1769-1832)


O naturalista francês, também chamado "pai da paleontologia", fundou as bases da anatomia comparada. A partir de seus estudos no Museu Nacional de História Natural de Paris, Cuvier observou que, apesar de algumas partes do corpo em diferentes animais serem semelhantes, como as asas das aves e dos morcegos, elas não possuíam uma origem ancestral comum. Comparando a forma dos organismos fósseis àquelas dos animais viventes ele demonstrou como os seres vivos estão sujeitos à extinção. Cuvier foi um anatomista de mão cheia e trabalhou com praticamente todos os grupos de animais, descrevendo centenas de espécies. Apesar disso, ele era um catastrofista e não acreditava na evolução, mas sim que o registro fóssil mostrava o resultado de um grande evento de extinção em massa: o Grande Dilúvio.


Mary Ann (1795-1869) e Gideon Mantell (1790-1852)


Os primeiros ossos de dinossauros de que se tem conhecimento foram encontrados pelo casal, em 1822, em Sussex, sul da Inglaterra. Além de fragmentos de ossos longos, o casal encontrou dentes serrilhados que pertenciam ao animal extinto. Como os dentes eram semelhantes aos de lagartos iguanas atuais, a espécie foi batizada de Iguanadon. Mantell publicou um livro com os seus achados fósseis e foi condecorado com a Medalha Wollaston pela Sociedade Geológica de Londres, em 1835. Hoje, é sabido que tanto o exemplar fóssil como outros materiais encontrados na mesma região e em outras localidades de idade similar pertencem a um grupo de dinossauros herbívoros conhecidos como iguanodontes.


Mary Anning (1799-1847)


A britânica é considerada a primeira mulher paleontóloga -por ser mulher, não pôde exercer estudos na área e publicar artigos científicos. Anning foi responsável pela descoberta de dezenas de fósseis na região de Lyme Regis, no sudoeste da Inglaterra, entre os quais o esqueleto completo de um ictiossauro -achado quando tinha 12 anos de idade-, um plesiossauro, os primeiros pterossauros fora da Alemanha e peixes fósseis. Seu pai era colecionador e vendedor de fósseis, e os achados de Anning foram entregues à Sociedade Geológica de Londres. Os esqueletos originais encontrados por ela estão expostos em um corredor no Museu de História Natural de Londres.


Richard Owen (1804-1892)


Também inglês, é considerado o "pai" dos dinossauros. Cunhou o termo Dinosauria, para designar os 

fósseis de "lagartos terríveis" que ele estudou no Museu de História Natural de Londres. Figura controversa, Owen era um anatomista, paleontólogo e naturalista, mas se opôs à teoria da evolução de Darwin e recebeu acusações de roubar o trabalho de pesquisadores mais novos e publicá-los como sendo seus. Descreveu dezenas de espécies de fósseis, principalmente de répteis, incluindo diversos dinossauros, e também mamíferos, como os primeiros fósseis de preguiça-gigante (Megatherium) e Glyptodon (uma espécie de ancestral dos tatus gigantes que viveu na América do Sul) conhecidos.


Edward D. Cope (1840-1897)


O americano travou uma batalha com Othniel Marsh (veja abaixo) por mais de duas décadas pelo título de paleontólogo que mais encontrou dinossauros. A disputa, no entanto, era acirrada, uma vez que Cope encontrou mais de mil fósseis nos EUA ao longo de seus 22 anos como pesquisador da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia. Entre os achados, estão um esqueleto completo de plesiossauro do gênero Elasmosaurus, dezenas de fósseis de mamíferos e dinossauros como o Camarasaurus e o Dimetrodon.


Othniel Charles Marsh (1831-1899)


Junto com Edward Cope, o também paleontólogo americano Othniel Marsh foi responsável pela descrição de mais de 130 espécies de dinossauros, entre os quais o carnívoro Allosaurus e os herbívoros Stegosaurus e Triceratops. Sua especialidade, no entanto, era o estudo de fósseis de cavalos primitivos. A disputa de Marsh e Cope ficou conhecida como "guerra dos ossos" e um dos principais legados dessa guerra foi a fortificação da ciência americana e a criação de museus de história natural naquele país ao longo do século 19.


Edwin H. Colbert (1905-2001)


O americano foi um dos principais nomes da paleontologia no século 20, tendo contribuído por 40 anos com os estudos de campo da equipe do Museu de História Natural de Nova York. Além de ter descoberto os primeiros fósseis de terápsidos, mamíferos primitivos que se assemelhavam a répteis, o paleontólogo coletou fósseis de dinossauros na Antártica que ajudaram a provar a teoria da deriva continental (que todos os continentes eram um único há milhões de anos), entre os quais o dinossauro Lystrosaurus, de 220 milhões de anos, e descreveu outras dezenas de espécies. Em 1959, Colbert coordenou uma expedição no Brasil com o paleontólogo Llewellyn Ivor Price (veja abaixo).


Llewellyn Ivor Price (1905-1980)


Foi o primeiro paleontólogo brasileiro. Filho de pais americanos, Price nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e fez sua graduação e pós-graduação nos Estados Unidos. De volta ao Brasil na década de 1940, trabalhou até sua aposentadoria no Departamento Nacional de Produção Mineral (antigo DNPM, agora ligado à Agência Nacional de Mineração). Publicou mais de 50 estudos, muitos sobre estratigrafia, e foi responsável pela escavação do primeiro dinossauro brasileiro, o Staurikosaurus, do Triássico de Santa Maria (cerca de 227 milhões de anos atrás). Iniciou os estudos paleontológicos na região de Peirópolis, em Uberaba (MG), importante sítio fossilífero do Cretáceo (idade estimada em 100 a 65 milhões de anos), e ajudou na criação da Sociedade Brasileira de Paleontologia.


José Bonaparte (1928-2020)


O paleontólogo argentino contribuiu enormemente para o estudo dos fósseis na América do Sul. À exceção de nações como Estados Unidos e China, poucos países possuem um conhecimento tão abrangente de sua fauna fóssil, e a Argentina é um deles -foi lá que Bonaparte encontrou ossos de dinossauros gigantes do grupo dos titanossauros e também importantes espécies de mamíferos que viveram há mais de 11 mil anos, na última Era Glacial. Bonaparte orientou ainda dezenas de jovens paleontólogos na Argentina e fundou o Museu Municipal de Ciências Naturais "Carlos Ameghino", em Buenos Aires, uma das principais instituições de pesquisa em paleontologia na América do Sul.

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