A Marvel Comics resolveu explodir o status quo dos Maiores Heróis da Terra com o lançamento bombástico de Avengers: Armageddon #1, a grande "saga de verão" que também é o maior evento do ano. Sob o comando da mente afiada de Chip Zdarsky e com a arte impactante de Delio Diaz e Frank Alpizar, a minissérie promete redefinir uma década de cronologia e enterrar de vez aquela velha promessa corporativa de falsas mudanças.
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O estopim da crise global envolve o Hulk Vermelho e seu exército implacável de colossos esmeralda, que avançam espalhando uma versão corrompida e violenta de "democracia" pelo planeta. Diante de uma ameaça desse calibre e com Steve Rogers gravemente ferido após os primeiros confrontos, os Vingadores se viram obrigados a recrutar um reforço clandestino e absurdamente perigoso.
Para entender como chegamos a esse cenário de terra arrasada, precisamos retroceder aos eventos da saga anterior, One World Under Doom. Após faturar o título de Mago Supremo durante a crise dos vampiros em Blood Hunt, Victor Von Doom resolveu que a melhor forma de proteger a humanidade era unificar o planeta sob o seu punho de ferro. Nascia ali a "Latvéria Unida", uma utopia fascista onde as guerras foram proibidas e os líderes mundiais simplesmente aceitaram a submissão total ao novo Imperador.
Como o vilão sempre tem um plano de contingência, a inevitável queda de seu regime tirânico deixou consequências catastróficas. O vácuo de poder transformou a Latvéria em um barril de pólvora à beira de uma guerra civil. Pior ainda: o General Thaddeus "Thunderbolt" Ross, o próprio Hulk Vermelho, buscou vingança implacável pelo período em que foi mantido prisioneiro durante o governo de Doom, iniciando uma caçada brutal atrás dos segredos tecnológicos e bélicos deixados para trás.
É exatamente nesse tabuleiro caótico que entra a grande engrenagem de Armageddon: David Colton. O personagem carrega uma bagagem pesadíssima, tendo sido introduzido como o Capitão América secreto dos anos 2000, convocado para assumir o escudo logo após os atentados de 11 de setembro. Colton acabou quebrado psicologicamente pelo horror dos combates, cometendo um massacre antes de ser contido por Steve Rogers.
O ex-capitão retornou ao cenário atual durante os eventos da saga Wolverine: Weapons of Armageddon, quando Logan utilizou um misterioso artefato de outra realidade conhecido como Caixa de Origem para salvá-lo da morte iminente. Esse dispositivo de reviravolta concedeu a Colton um leque de habilidades formidáveis que mudam completamente o equilíbrio de poder da editora.
O nível de poder do novo integrante é tão absurdo que a própria Marvel o compara ao instável e devastador Sentinela. Logo na estreia da edição, um desentendimento inicial serviu para demonstrar suas novas capacidades, quando Colton nocauteou a Capitã Marvel com apenas um soco, sendo acalmado logo em seguida pela rápida intervenção do Wolverine. Ele voa, tem força nível Hulk e parece ser totalmente invulnerável.
Com um visual que lembra muito o ator Wyatt Russell na pele de John Walker no Universo Cinematográfio Marvel (MCU), David Colton carrega o peso de um passado instável e o potencial para se tornar o maior carrasco que os Vingadores já enfrentaram. Embora ele seja a principal arma do grupo para conter o exército do Hulk Vermelho, o histórico de instabilidade mental de Colton permanece um segredo para a maioria dos membros ativos.
A Marvel indicou de forma contundente que a força-tarefa enviada para deter a ameaça do Hulk Vermelho enfrentará um destino trágico e definitivo. Uma equipe reserva menos poderosa, liderada por Homem-Aranha e Wolverine, já está sendo desenhada nos bastidores sob a emblemática alcunha de Maiores Heróis Sobreviventes da Terra.
Resta saber se o gatilho para essa reformulação radical na próxima década será o exército inimigo ou o próprio Colton em um eventual surto de fúria descontrolada. Avengers: Armageddon #1 já está disponível nas bancas americanas e dita o ritmo do que promete ser o evento mais violento, divisivo e imperdível dos quadrinhos recentes.