Comediante também tem carreiras paralelas como cantor e boxeador
Desde a década de 1960, todo humorista famoso nacionalmente passou pela TV. Mas não demorou para a internet alterar as regras do jogo. Nos últimos dez anos, o humor brasileiro se encheu de caras novas, quase todas surgidas online, e ninguém causou mais impacto que Whindersson Nunes.
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Seu canal no YouTube tem 44,2 milhões de inscritos. São 60 milhões de seguidores no Instagram, 27 milhões no Twitter e 11 milhões no Facebook. Não é por acaso, portanto, que ele tenha sido apontado pelo Datafolha como o maior influenciador brasileiro na área do humor, com 25% das menções dos entrevistados. O segundo colocado foi Tirulipa (5%).
Entre os mais jovens, o domínio é ainda maior: foi o mais lembrado por 37% das pessoas entre 16 e 24 anos.
Whindersson Nunes Batista nasceu em 1995 em Palmeira do Piauí. Cresceu em Bom Jesus, no mesmo estado, e se mudou para Teresina em 2012, onde mora até hoje.
Começou a gravar vídeos para o YouTube em 2010, e dois anos depois teve seu primeiro grande sucesso: "Alô, Vó, Tô Reprovado", uma paródia do hit "Vó, Tô Estourado", do sertanejo Israel Novaes.
A consagração chegou com "Qual É a Senha do Wifi", paródia do clipe "Hello", de Adele. Lançado em 2016, o vídeo tem 78 milhões de views. Ele engatou ainda carreira como humorista de stand-up.
Logo chegaram outros convites. Dublou um personagem do longa "A Era do Gelo: O Big Bang" e participou de "Internet - O Filme" e "Os Penetras - Quem Dá Mais?". Na TV, o trabalho mais marcante foi na sitcom "Os Roni", do Multishow, de 2019 a 2021.
Entre 2018 e 2020, foi casado com a cantora Luísa Sonza. Depois, namorou Maria Lina Deggan. O casal teve um filho em maio de 2021, mas o bebê morreu dois dias depois do parto. Em agosto daquele ano, se separaram.
Whindersson investe ainda na carreira de cantor e luta boxe. Sem medo de expor sua intimidade, tornou públicas a dor pela perda do filho e a luta contra a depressão.
Tampouco evita polêmicas. Em março, discutiu com o historiador Gustavo Gaiofato sobre meritocracia. O estopim foi uma crítica do comediante à influenciadora Virginia Fonseca. O embate não terminou bem para Whindersson. Sinal de que está longe de ser unanimidade.