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Porta dos Fundos muda vídeo após empresário se incomodar com nome de personagem

04 dez 2020 às 15:56

Um vídeo do canal Porta dos Fundos, publicado há cerca de três meses no YouTube, precisou passar por alterações após o incomodo de um empresário carioca cujo o nome é Carlos Vaisman.


O vídeo chamado "Polêmica da Semana - Racismo", que faz piada a questão do "racismo reverso", Fabio Porchat interpreta um empresário que se chama Carlos Weiserman. A semelhança do sobrenome (em termos de sonoridade) e as coincidências com Vaisman, fez com que o empresário entrasse em contato com o canal e pedisse para que o trecho fosse retirado do ar.


Segundo apurações da reportagem, o caso não chegou à Justiça, e foi resolvido pelas partes em comum acordo. Para não causar mal-estar e atritos, o Porta dos Fundos resolveu cortar o momento em que o sobrenome do personagem é pronunciado.


Além desta semelhança, outro fator apontado por Carlos Vaisman foi a questão da cultura judaica. Ao final do vídeo, Porchat faz menção a um amigo nazista, este que por sua vez seria chamado para o programa para debater sobre o Holocausto na época da Segunda Guerra Mundial.


De acordo com o colunista do O Globo, Ancelmo Gois, Vaisman alegou que se tratava de uma piada de mau gosto e ofensiva à cultura judaica.


Procurada, a assessoria do Porta dos Fundos não quis comentar sobre o assunto.


Confira o vídeo:



Esta não foi a primeira vez que o canal enfrentou problemas com um dos seus vídeos. No mês passado, internautas acusaram o Porta dos Fundos de fazer uma esquete de humor machista. A polêmica gira em torno do vídeo chamado "Yollanda Vereadora". No quadro, a personagem Yollanda foi a parlamentar mais votada nas eleições municipais de Curitiba. Em conversa com o filho, ela fala que vazou nudes de si mesma e participou de orgias.

Após os comentários negativos, o Porta dos Fundos decidiu tirar o vídeo do ar. Em nota, o canal afirmou que o vídeo "não condiz com o que acredita e, por isso, optou por tirá-lo de seus canais". Ainda segundo o canal, a personagem já existia há nove anos e tratava de uma senhora que preza pela sua liberdade, e que é totalmente fictícia.


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