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Repercussão

Ávine Vinny, de 'Coração Cachorro', diz que não faz músicas 'por conta das redes'

Folhapress
17 nov 2021 às 14:30
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Há algumas semanas, a canção "Coração Cachorro" ganhou proporções internacionais de sucesso. Uma das 50 músicas mais ouvidas no Spotify, o hit de Ávine Vinny, 32, e Matheus Fernandes, 29, chegou até a James Blunt, com seu refrão "pegajoso" e coreografia cativante. Agora, Ávine celebra a canção e se prepara para uma intensa jornada de shows e novas produções.

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Com mais de 20 shows agendados para o próximo mês, o artista também vai lançar uma parceria com seu amigo Zé Vaqueiro, 22. "Vamos levar nossa amizade para a música", diz Ávine. A canção se chama "Serenata" e trará uma batida do piseiro, para que os fãs façam coreografias enquanto curtem a letra sobre uma desilusão amorosa.

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O cantor afirma que atualmente não há como lançar uma música sem pensar minimamente na repercussão na web. Apesar disso, ele não faz suas canções apenas por conta das redes. "Hoje, para lançar um sucesso, é um conjunto de coisas, uma letra boa, uma melodia pegajosa e que também seja legal para as pessoas dançarem", diz.


Ávine afirma ter se surpreendido com o sucesso de "Coração Cachorro". A repercussão, diz, trouxe uma imensa realização pessoal, pois ele tinha como objetivo emplacar uma música nos virais das redes sociais. "Eu queria muito acertar uma música nessa era do TikTok, nesses virais de internet", comenta em entrevista ao site F5.


O cantor conta que o sucesso da canção foi orgânico, e que não tinha nem planejado uma coreografia antes do lançamento. "Não quero lançar algo por conta das redes", acrescenta. Para ele, uma das chaves do sucesso foi continuar cantando sobre amor de uma forma direta, e trazer temas com os quais o público pudesse se identificar.

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"Hoje as pessoas gostam de coisas mais palpáveis, dentro da realidade delas. Tanto nas letras, quanto nas produções musicais de audiovisual", completa. E ele atribuí a isso sua música ter alcançado um público tão grande, chegando ao cantor britânico James Blunt, 47, que após fazer uma brincadeira com a canção reivindicou parte da autoria.


A canção usa em um trecho a melodia de "Same Mistake", lançada pelo britânico em 2007. "[Sobre] essa parte de composição já estamos em contato com o James Blunt", conta o cantor, "mas não chegou dado bancário nenhum não", brinca Ávine, fazendo referência ao comentário de Blunt, que afirmou que enviaria seus dados para receber pela música.


No dia 15 de novembro, a Universal Music Publishing Brasil noticiou que os compositores do hit brasileiro aceitaram ceder 20% da autoria da canção para o britânico. Segundo nota, o acordo com o cantor britânico foi feito de forma amigável.


"A obra foi composta por seis autores, dos quais, controlamos quatro (66,67%) através da editora Medalha.

Os outros dois autores (33,33%) pertencem a editora A3. Os mesmos aceitaram ceder 20% devido à citação da obra do James Blunt (Sony Publishing). Sendo assim, a Universal Music Publishing passou a representar 53,33%, a A3, 26.67%, e a Sony, 20%. Tudo de forma amigável", disse a empresa.


Agora o artista cearense se dedica aos shows e ao contato com o público, que antes era conhecido apenas da internet. Ele diz que faz questão de repostar quando seus fãs o marcam nas redes e também responder todas suas mensagens diretas. "Não é assessoria [que responde]."


E presencialmente, ele agora repõe seu "combustível" no contato com os fãs, sentindo o calor do público, em cima dos palcos. "Por conta da vacinação a gente consegue se ver fora da internet", celebra o artista.

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