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Em Londrina

FML reúne 1,3 mil alunos de várias partes do país

Redação - Folha de Londrina
16 jul 2003 às 19:58
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Eles foram chegando, em geral exaustos de longas e cansativas viagens, vindos de Belém, São Luiz, Brasília, Macapá, Aracaju, Fortaleza, Recife e até de Santa Fé, na Argentina. Reforçaram, reunindo-se a gaúchos, paulistas, mineiros, mato-grossenses e paranaenses de Londrina e de outras cidades do estado, o grupo de 1,3 mil alunos que participa de um ou de mais de um dos 63 cursos, oficinas e workshops oferecidos este ano pelo 23º Festival de Música.

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A longa viagem, contudo, é apenas mais um item da jornada - quase uma epopéia - que ainda inclui outras preocupações, como escolher um lugar para ficar, adaptar-se rapidamente a mudanças bruscas de temperatura, conhecer gente e cidade novas, enfrentar horas e horas de muito estudo e, por último, mas com certeza o mais fundamental no que se refere ao planejamento de toda a empreitada, fazer contas, inúmeras contas, para ver se o dinheiro poupado será suficiente para pagar todas as despesas.


Mas, de acordo com a opinião geral, vale a pena. ''Estou maravilhada'', afirma a paraense Vanessa do Socorro Monteiro Castro, que viajou de ônibus por 46 horas, gastando 36 desse total entre Belém e Goiânia e as 10 horas restantes, no trecho que liga Goiânia a Londrina.


Como participante da Oficina de Rítmica e do curso de Regência de Coro Juvenil, está ''tendo acesso a muita novidade em termos de metodologia'', como comenta, com animação. E esse conhecimento segue de volta a Belém, especificamente para o NEMADE - Núcleo de Educação Musical da Assembléia de Deus -, onde Vanessa, que fez licenciatura em Educação Artística, com habilitação em Música, tem ativa participação na formação de alunos que compõem as orquestras de cordas e de sopro, mantidas há cinco anos pela instituição.


De São Luís, no Maranhão, não tão distante assim de Vanessa, mas igualmente longe de Londrina, chegou um grupo animado de 31 pessoas, estudantes na maioria, com idade variando de 12 a 23 anos, alguns professores, e 5 mães, que vieram acompanhar os adolescentes. Vieram ao FML para fazer vários cursos, de metodologia a prática instrumental.

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Na volta, esse conhecimento terá aplicação imediata em pelo menos dois grupos - orquestra de câmara e camerata de violões - nos quais atuam por intermédio da Escola de Música do Maranhão.


Além das 51 horas de viagem, a maior dificuldade enfrentada foi mobilizar recursos destinados ao pagamento do ônibus fretado especialmente para o grupo, das taxas de inscrição para os diversos cursos e oficinas e do alojamento, uma pousada na área próxima ao Igapó. ''Conseguimos patrocínio da Alumar e da Petrobras'', conta José Reginaldo dos Santos, professor de violino, ''além de apoio da Gerência de Cultura do Estado, em troca de concertos, cinco ao todo''.


E nem o frio, uma diferença de 10 graus a menos em relação ao local de partida, é capaz de arrefecer o entusiasmo dessa turma que vai longe por causa da música.


''É a possibilidade de se manifestar musicalmente e de trocar conhecimento diversificado que atrai pessoas de longe para o Festival'', comenta Magali Oliveira Kleber, diretora pedagógica do FML. Em todo músico, complementa, ''há aquela vontade interna de congregar, de festejar e de aprender, que os leva aonde isso estiver disponível''.


Ao longo dos anos, em atenção a esse anseio, a troca musical propiciada pelo Festival de Londrina veio se ampliando. Se, por um lado, preservou o erudito, por outro, foi aos poucos agregando a música popular, ''que já responde por 30% do total de opções de cursos e oficinas do FML'', segundo Magali.

Manifestações da cultura popular ou de movimentos sociais, como o Maracatu e o Hip Hop, presente pela primeira vez no Festival, ''têm muito a ensinar a nós, professores'', afirma e, certamente, cooperam para dar um ritmo especial a essa ''diversidade que causa tanto deslumbramento''.


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