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Praça da Zona Sul de Londrina encerra Festival das Diversidades neste sábado

25 ago 2026 às 16:39

No próximo sábado (29), acontece o encerramento do 3º Festival das Diversidades - Circuito Paraná Plural. Depois de ocupar diferentes espaços da cidade, o evento, produzido pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), o programa de extensão Práxis Itinerante e a produtora cultural Kapanga Criativa, chega à Praça da Juventude, na Avenida Guilherme de Almeida, Zona Sul de Londrina. 


A programação totalmente gratuita inicia às 10h e segue até as 22h. A abertura das atividades, ocorre através do espaço KorpoKorpa, que reúne espetáculos teatrais e performances.


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Já no período da tarde, a partir das 13h, o palco Recô-Tuin é ocupado com apresentações de dança e musicais de diferentes estilos - do rock ao samba. Nomes como a rapper Majis, o grupo Etnia Rap e um dos pioneiros do samba londrinense João Braga, mais conhecido como Braguinha, estão confirmados.  


Durante todo o dia, o público também poderá visitar a Mostra Willian Santiago, que conta com a exposição “Pioneirismos”, responsável por homenagear 12 personagens que contribuem para a construção de uma sociedade mais diversa. São referências, principalmente, na história de Londrina, nos campos das artes visuais, dança, teatro, cinema, pesquisa e defesa dos direitos humanos.  


Com o slogan “história que a história não conta”, o acervo é composto por um ensaio de fotos realizado na Casa do Pioneiro, localizado no campus. A intenção é convidar o público a questionar o significado dominante da palavra “pioneiro”, ao mesmo em que procura denunciar o apagamento e resgatar o protagonismo de grupos historicamente marginalizados (mulheres, negros, população LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, entre outros) na construção de narrativas oficiais.  


Também estará disponível a exposição Dona Vilma Santos de Oliveira: A trajetória de Yá Mukumby, que recupera diferentes momentos da história de Yá Mukumby, uma das mães de santo mais conhecidas do Paraná, importante liderança do movimento negro. As fotografias inéditas cedidas pela neta, Solana Titiloyê Oliveira Rodrigues, resgatam vivências da infância, ingresso na militância, iniciação no candomblé até o seu assassinato em 2013, aos 63 anos. 


A ação também contará com a Feira das Diversidades, que reunirá expositores de diferentes segmentos como roupas, acessórios, artesanatos, zines, adesivos, impressões, entre outros. 


RECREAÇÃO


O público também contará com espaço de esporte e recreação, incluindo atividades como vôlei de areia e oficina de iniciação ao skate com SK8.SKOLA, projeto social já atuante na Praça da Juventude, dedicado a ensinar a modalidade para crianças e adolescentes. Além disso, haverá praça de alimentação para todos os gostos: pipoca, cachorro-quente, doces, caldo de cana, chopp e muito mais.


Tiago Daniel, ator, graduando em Ciências Sociais na UEL, diretor geral do Festival, conta que a programação ampla e variada tem sido construída de maneira coletiva com lideranças de bairro, artistas e feirantes já inseridos no território.  


“Com espaço para esporte, feira, atividades de teatro, música, dança, amplas frentes reunidas na Praça da Juventude que já é muito bem ocupada pelos moradores da região, que já tem um circuito de feiras, que também vai estar com a gente no dia. Estamos muito animados em construir o evento junto com a comunidade, a gente tem conversado com as lideranças locais e articulado para fazer com que essa atividade seja uma grande celebração”, afirma.


PRAÇA DA JUVENTUDE


Fundada em 2013, a Praça da Juventude foi revitalizada em 2025, passando a ser chamada “Complexo da Cidadania da Zona Sul - Adeilza Maria de Souza”. O espaço é um dos principais pontos de encontro e lazer da comunidade, principalmente, de jovens moradores da região, com destaque para os bairros Jardim União da Vitória e o Parque das Indústrias, que apresentam grande vulnerabilidade social.  


Fabio Lanza, professor do Departamento de Ciências Sociais da UEL, coordenador do programa de extensão Práxis Itinerante e do ProfSocio (Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional) reforça que a Zona Sul não foi escolhida por acaso, visto que é um território que já conta com a atuação do Práxis há pelo menos cinco anos. Entre outras ações já desenvolvidas, hoje o programa oferta cursinho pré-vestibular gratuito no Colégio Estadual Albino Feijó e no Colégio Estadual Vani Ruiz. 


“Estar na Zona Sul, produzir o Festival é contemplar e estimular os jovens, seja na condição pré-vestibular ou na condição de sujeitos históricos, a integrar conosco a universidade pública, a UEL, também poder conhecê-la. O Festival das Diversidades enquanto inovação social está articulado com associações de bairro, feirantes, coletivos, e tantas outras pessoas que estão apoiando essa iniciativa. Será um rico momento de trocas, de conhecer novas expressões culturais, artísticas, musicais, e toda a população de Londrina e região está convidada”, assinala. 


Segundo Tiago, a principal intenção é potencializar as diferentes expressões culturais produzidas, principalmente, por coletivos subalternizados, contribuindo para a valorização de artistas locais, grupos independentes, além de fomentar o acesso à cultura, lazer e ao conhecimento.  


“Para a gente é muito importante ter essa quantidade de artistas, de grupos, de companhias de produtores, majoritariamente, ligados a diversidades, corpos dissidentes, corpos marginalizados unidos em diferentes espaços, isso cria uma força que para a gente é o Festival das Diversidades”, complementa. 

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