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- Miriam Jeske/CPB
Classe F 56

Claudiney Batista se torna bicampeão paralímpico no lançamento de disco

30 ago 2021 às 09:30
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Claudiney Batista é bicampeão paralímpico na classe F56 (para atletas que competem em cadeiras de rodas) do lançamento de disco. O brasileiro confirmou o favoritismo no domingo (29), no estádio Olímpico de Tóquio, ao alcançar a marca de 45,25m na última tentativa.

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Além de conquistar sua terceira medalha em Paralímpíadas (ouro na Rio-2016 e prata em Londres-2012, essa no lançamento de dardo), Batista estabeleceu um novo recorde paralímpico. O brasileiro era o detentor da marca, com 45,33m, e também é o atual recordista mundial do lançamento de disco, com 46,68m.


Dominante na prova desde os Jogos do Rio, Batista, 42, também foi campeão mundial em 2019 no lançamento de dardo. Mineiro de Bocaiúva, ele sofreu um acidente de moto em 2005, o que o levou a amputar a perna esquerda. Antes dedicado ao halterofilismo, foi apresentado ao atletismo de campo e mudou de esporte.

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Sétimo a competir, o brasileiro assumiu a primeira colocação logo no primeiro lançamento, marcando 44,57m. Ele ampliou a vantagem na quarta tentativa, ao fazer 44,92m, e na quinta, com 45,25m. No sexto e último lançamento, Batista bateu o próprio recorde paralímpico e fez 45,59m.


Na sequência, Batista só precisou esperar o desempenho do grego Konstantinos Tzounis, que terminou na quarta colocação. A prata ficou com o indiano Yogesh Kathuniya (44,38m). E o cubano Leonardo Diaz Aldana conquistou o bronze (43,36m).


"Dá sempre uma ansiedade para a prova. Estava muito bem preparado e deu certo, sou bicampeão paralímpico. Estou muito feliz, todo o trabalho desses 5 anos foi coroado, é algo ímpar", disse, ao SporTV.

A medalha dele foi a 31ª do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio. São, agora, 11 de ouro, 5 de prata e 15 de bronze.


Jesus é sétima no disco


Na disputa da classe F54 (para atletas em cadeiras de rodas) do lançamento de disco, a brasileira Poliana Jesus foi apenas a sétima colocada, com 5,68 metros. A chilena Francisca Mardones Sepulveda faturou o ouro com a marca de 8,33 metros, quebrando o seu próprio recorde mundial.


Jacques avança nos 1.500m


Campeão paralímpico dos 5.000m, Yeltsin Jacques se classificou para a final dos 1.500m da classe T11 (deficientes visuais). Ele terminou sua bateria na primeira colocação, com 4min07s34.


Já Julio Cesar Agripino dos Santos sofreu uma queda na reta final da prova. Ele chegou a completar a prova com o tempo de 4min29s35, mas posteriormente foi eliminado, pois se chocou com David Korir, do Quênia, que guiava Erick Kiptoo Sang.



Brasileitas nas semis dos 100m rasos


As brasileiras Thalita Vitoria Simplicio da Silva, Lorena Salvatini Spoladore e Jerusa Geber dos Santos se classificaram para as semifinais dos 100m rasos da classe T11 (deficientes visuais). Elas lideraram as respectivas baterias e avançaram nas Paralimpíadas.


Silva foi a primeira brasileira a competir, e venceu a segunda bateria com 12s38, sua melhor marca da temporada. Na sequência, Spoladore fez 12s48 e Santos completou a prova em 12s41.

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