Pesquisar

Canais

Serviços

- Wander Roberto /CPB
Que dia!

Conquistas de mulheres marcam dia de 6 medalhas do Brasil nas Paralimpíadas

28 ago 2021 às 12:17
Continua depois da publicidade

Depois da jornada de melhor desempenho do Brasil nas Paralimpíadas, com cinco ouros e nove medalhas na sexta-feira (27), os atletas do país tiveram performance mais tímida, mas ainda assim conquistaram seis medalhas neste sábado (28), em quatro esportes diferentes. Nenhuma dourada.

Continua depois da publicidade


Continua depois da publicidade

As mulheres, que tinham duas conquistas individuais até agora, foram responsáveis por quatro delas. No atletismo, Thalita Simplício levou a prata nos 400 m da classe T11, e Julyana Cristina da Silva ficou com o bronze no lançamento do disco classe F57.


Cátia Oliveira, bronze no tênis de mesa, e Lúcia Araújo, bronze no judô, também foram ao pódio no quarto dia de Paralimpíadas.

Continua depois da publicidade


No revezamento 4 x 100 m livre misto S14 da natação, outro bronze para o time brasileiro, com a terceira medalha de Gabriel Bandeira em Tóquio.


Cícero Valdiran Lins Nobre fechou o dia com o bronze no lançamento do dardo classe F57.


O Brasil soma 23 medalhas em Tóquio: 6 ouros, 5 pratas e 12 bronzes, na oitava posição do quadro geral.


Veja os destaques da campanha brasileira neste sábado 


Atletismo 


Thalita Simplício, 24, conquistou a medalha de prata nos 400 m da classe T11 (atletas cegos) ainda na noite de sexta


Ao lado do guia Felipe Veloso, ela fez o seu melhor tempo da carreira, terminando a prova em 56s80. A medalha de ouro foi para a chinesa Cuiqing Liu, que definiu um novo recorde paralímpico com 56s25.


Segundo a brasileira, campeã mundial na prova em 2019, o calor de quase meio-dia no verão japonês não atrapalhou o desempenho da dupla. "A gente estava acostumado com o sol, calor maravilhoso. Por a gente ser do Nordeste, de Natal, da cidade do sol, colabora muito, como no Mundial [realizado em Dubai]", disse. Simplício já tinha uma medalha de prata obtida no Rio em 2016.


Julyana Cristina da Silva, 25, foi bronze no lançamento do disco classe F57 (atletas que competem sentados por comprometimento dos membros inferiores), com uma marca de 30,49 m, alcançada na sua terceira tentativa. O ouro foi para Mokhigul Khamdamova, do Uzbequistão, com 31,46 m.


A carioca, amputada de perna esquerda, começou no esporte paralímpico na natação, em 2008, e migrou para as provas de campo do atletismo em 2012.


"É um sentimento bem confortante. Somos atletas e trabalhamos com meta e objetivo. Agora vou descansar porque depois tem mais [disputa no arremesso do peso]", afirmou.


O paraibano Cícero Valdiran Nobre, 29, chegou a bater o recorde dos Jogos Paralímpicos, mas acabou com o bronze no lançamento do dardo classe F57. O brasileiro lançou o dardo a 48,93 m e parecia absoluto na prova.


Mas aí vieram os dois últimos lançadores. Primeiro, o iraniano Amanolah Papi, que bateu o recorde mundial logo em seu segundo lançamento: 49,50 m. A marca anterior, de 49,26 m, pertencia a Cícero. No quarto lançamento, Papi voltou a bater o recorde mundial, dessa vez com 49,56 m.


O último a lançar foi Hamed Heidari, do Azerbaijão. Na quinta tentativa, lançou a 51,42 m, novo recorde mundial de forma surpreendente.


"Tinha conversado ontem que estamos nas Paralimpíadas. Aqui só vêm os melhores. Bola para frente", afirmou Cícero, em entrevista ao SporTV. "Chegar com o recorde mundial nas Paralimpíadas não significa nada. Tem que trabalhar duro e dar o melhor sempre. "A gente vai buscar esse recorde mundial em Paris. Se Deus quiser, ele sai", acrescentou.


Natação 


O Brasil conquistou a medalha de bronze no revezamento 4 x 100 m livre misto classe S14 (deficiência intelectual).


O time formado por Gabriel Bandeira, Ana Karolina Soares, Débora Carneiro e Felipe Vila Real fez o tempo de 3min51s23 e terminou em terceiro após a desclassificação da equipe do Comitê Paralímpico Russo, que havia completado a prova cerca de três segundos na frente.


O título foi da Grã-Bretanha, com recorde mundial de 3min40s63, e a prata ficou com a Austrália (3min46s38).


Gabriel Bandeira abriu a prova na primeira posição, vencendo o duelo particular com seu grande rival em Tóquio, o britânico Reece Dunn, e ainda quebrou o recorde mundial individual, com 51s11.


Foi a terceira medalha dele em Tóquio, após o ouro nos 100 m borboleta e a prata nos 200 m livre. Ele ainda disputará os 100 m peito, os 100 m costas e os 200 m medley.


Tênis de mesa 


Cátia Oliveira, 30, foi derrotada pela sul-coreana Su Yeon Seo por 3 a 1 e ficou de fora da final do tênis de mesa, classes 1-2. Por ter chegado à penúltima etapa da competição, ela levou uma inédita medalha de bronze na carreira, a sexta do país na história do esporte nos Jogos (duas pratas e quatro bronzes).


A atleta, que jogava futebol até 2007, quando sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica, conheceu o tênis de mesa a convite de uma amiga. A paulista de Cerqueira César já tinha medalhas pan-americanas e em campeonatos mundiais. O bronze em Tóquio foi sua primeira conquista em Jogos Paralímpicos.


Bruna Alexandre, 26, garantiu pelo menos a prata na classe 10 (atletas andantes). A atleta venceu de virada Shiau Wen Tien, do Taiwan, por 3 a 1.


"É muito difícil jogar contra ela. Tive momentos difíceis no jogo. Fiquei atrás no placar, mas não deixei de confiar no trabalho. Só tenho a agradecer a todos que me ajudaram a chegar até aqui. Estou sem palavras. Estou muito emocionada", disse após a partida.


Ela enfrentará a australiana Qian Yang na final marcada para as 6h45 da próxima segunda-feira (30), em busca de um ouro inédito.


Judô 


Lúcia Araújo conquistou uma medalha de bronze na categoria até 57 kg. Ela havia sido derrotada nas semifinais, mas conseguiu se recuperar e aplicou um ippon na russa Natalia Ovchinnikova, garantindo a vitória.


"Essa medalha vem com sabor de ouro, lembra o percurso todo até aqui, tudo o que eu tive de passar. Agora, é aproveitá-la e me preparar para a próxima, porque eu ainda busco o ouro", disse, já mirando Paris-2024.


A paulista de 40 anos, que nasceu com baixa visão, pratica judô desde os 15 anos de idade. Em 2006, aos 25, conheceu a modalidade paralímpica. Lúcia foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019, e prata nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 e Londres-2012.


Vôlei sentado 


A seleção brasileira masculina de vôlei sentado estreou com vitória sobre a China por 3 sets a 1 (parciais de 28/26, 26/28, 25/19 e 25/13). O jogo durou 1h43.


A próxima partida do Brasil pelo Gupo B da fase preliminar será contra o Irã, atual campeão paralímpico. O jogo será na próxima segunda-feira, às 8h30.


Na estreia, o time iraniano venceu a Alemanha por 3 sets a 0 (25/23, 25/16 e 25/17) em 1h08. O destaque da equipe é Morteza Mehrzadselakjani, de 2,46 m.


Goalball 


A seleção brasileira feminina foi derrotada pela Turquia, atual campeã paralímpica, por 8 a 4, pela terceira rodada do Grupo D.


Com isso, o Brasil soma um empate (diante do Japão) e duas derrotas (a outra para os EUA), na quarta posição da chave, ainda dentro da zona de classificação.


A vaga nas quartas de final será definida num confronto direto contra o Egito, atualmente na última posição do grupo, às 22h30 deste domingo.

Continue lendo