Na semana passada, a notícia de que Diego Lugano exigiu ao Cerro Porteño (PAR) que o liberasse de graça em caso de proposta do São Paulo agitou a torcida do clube paulista. Com a janela de transferências internacionais fechadas, o caso frustrou os torcedores, mas foi levado à tona novamente pelo presidente Carlos Miguel Aidar nesta segunda-feira. O dirigente diz que houve veto da diretoria de futebol e do treinador.
"Falei com ele por telefone. No dia 9 de julho, o Juan Figer (empresário uruguaio do zagueiro) me ligou e disse: 'O Lugano passou por uma cirurgia na Suécia, está ótimo, está jogando e quer vir de graça'. Questionei o que seria esse vir de graça. O jogador não ia querer salário, sem preço do passe e queria apenas receber os resultados de todas ações de marketing em cima dele", contou o mandatário ao Estado de S. Paulo.
Com todas essas supostas vantagens do Tricolor nas negociações, um desfecho positivo pelo retorno do ídolo parecia óbvio. O problema, segundo Aidar, foi quando o assunto foi levado ao departamento de futebol do clube paulista. O presidente afirma que o técnico Juan Carlos Osorio e o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, foram os responsáveis pelo veto - em 2014, essa posição de Ataíde foi apoiada por Aidar.
"O técnico me disse que precisava de um canhoto e que jogadores como o Lugano já tínhamos outros. O Ataíde também achou melhor não trazermos um jogador dessa idade, até para prestigiar o Lucão e o Lyanco, e promover outros jovens. Eu disse para o Juan que não ia dar, mas ele insistiu para eu telefonar para o Lugano", explicou.
"Eu liguei, desejei muito boa sorte para ele e disse: 'Infelizmente você não é o atleta que o São Paulo está procurando. Nós queremos um zagueiro central, sim, mas um de perna esquerda original'. Foi assim. O Lugano se frustrou. Eu disse que não era nada contra, falei para ele entender que é um ídolo do São Paulo, é pedido pela torcida. Mas não é nesse momento a pessoa que a gente mais deseja", finalizou.
Lugano passou a última temporada na Suécia e foi apresentado pelo Cerro Porteño na semana passada. No São Paulo, foram três temporadas e quatro títulos conquistados: Campeonato Paulista, Copa Libertadores da América e Mundial de Clubes em 2005 e o Campeonato Brasileiro de 2006.