Após ser criticado publicamente pelo comportamento na partida do fim de semana contra o Leganés por Michael Laudrup, dinamarquês que defendeu o Barcelona com sucesso no início da década de 1990, o atacante Neymar foi defendido pelos três principais treinadores do futebol espanhol nesta terça-feira. Além de Luis Enrique, seu comandante no time catalão, Diego Simeone, do Atlético de Madrid, adversário desta quarta-feira pelo Campeonato Espanhol, e Zinedine Zidane, do arquirrival Real Madrid, elogiaram o brasileiro.
"Não estou dentro da cabeça do Neymar, mas seu futebol não é nenhuma provocação. Cada um interpreta o futebol de um jeito e ele faz coisas que muitos não conseguem fazer. Teria que perguntar para ele, mas, para mim, não é nenhuma provocação", afirmou Zidane.
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Simeone fez elogios ainda mais efusivos ao jogador do Barcelona. "Neymar é um jogador extraordinário. Foi criticado, a princípio, mas chegou a Barcelona e encontrou um lugar para mostrar seu talento, saiu de férias e voltou da mesma maneira. Tem uma personalidade que o permite fazer isso e me encanta", comentou o treinador argentino.
"O Neymar tem essa forma de jogar e é assim. Cada um tem seu estilo. Criticam a sua vida privada, mas ele se diverte, canta, dança e destrói com a bola. Podem continuar criticando, que o garoto responde onde tem que responder", completou.
Com opção de escalar Neymar em sua equipe, Luis Enrique concordou com Zidane e Simeone. "Neymar tem seu próprio estilo e gostamos muito de ver. Existem mais jogadores que têm uma maneira de interpretar o futebol assim. Isso se vê em jogadores sul-americanos e brasileiros, especialmente. Já sabemos em que mundo vivemos e quais coisas importam. Eu gosto de como o Neymar joga, ninguém no Campeonato Espanhol pode se surpreender, porque ele joga assim desde que chegou."
Comentarista da TV BeIn Sports, Michael Laudrup criticou Neymar pelas firulas quando o jogo já estava decidido na goleada por 5 a 1 sobre o Leganés, no sábado. "Por que pisa na bola no próprio campo? Provoca. Passe a bola e vá pata outro lugar", afirmou. "Com 4 a 0 não pode ficar pisando na bola e provocando o rival", completou.