A busca de ocupação para estádios usados na Copa em estados onde o futebol não tem grande público já começou. A concessão à iniciativa privada da Arena Pantanal, onde foram realizados quatro jogos, será definida a partir desta quinta-feira, com a instalação das equipes que definirão as regras para a licitação. A informação foi dada pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), durante coletiva de balanço e avaliação. O último jogo do Mundial em Cuiabá foi na terça-feira, quando a Colômbia derrotou o Japão por 4 a 1.
O secretário extraordinário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães, acredita que todo o processo - do lançamento do edital à definição do vencedor - deve durar no máximo 90 dias. 'No dia 1º de julho recebo o estádio da Fifa e quero passar a chave da arena no dia 1.º de novembro', afirmou. Não existe a possibilidade de o estádio transformar-se num 'elefante branco', diz o dirigente. 'Há grupos do Brasil e até de clubes europeus interessados e vamos ter uma concorrência grande.'
O secretário disse que o valor da concessão ainda não foi definido. O investimento para a construção do estádio foi de R$ 620 milhões. O modelo de concessão, segundo Guimarães, pode ser por meio de preço único ou o que estabelece porcentual de faturamento. O certo é que o contrato será de 30 anos. 'O processo de licitação já podia ter sido lançado, mas precisávamos passar pelos jogos-testes e realizar os jogos da Copa para que essa concessão saia dentro de uma realidade conhecida', disse Guimarães.
Durante a coletiva, o secretário disse que o vencedor deve respeitar algumas condições: que sirva de indutor para o futebol mato-grossense, e que a população possa usar a arena como mais uma opção de lazer em Cuiabá. A concessão, segundo o secretário, deve atingir todo o complexo poliesportivo que inclui o ginásio Aecim Tocantins e a piscina, na mesma área.