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Atletas treinam do jeito que podem durante quarentena

Com os fechamentos de clubes e academias em boa parte do mundo, atletas brasileiros que moram no país e no exterior têm precisado se adaptar a mudanças drásticas nas rotinas.

Reprodução/Instagram
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No caso de vários deles, isso acontece em meio à reta final de preparação para a Olimpíada de Tóquio e sem saber se ela realmente acontecerá na data original (a partir de 24 de julho), embora até o momento o Comitê Olímpico Internacional sustente que sim.

Acostumados a horas e horas de treinos diários controlados, esses atletas agora precisam se virar de forma solitária em suas quarentenas, ainda que com orientação a distância do Comitê Olímpico do Brasil e dos seus clubes.

Armador do Tenerife (ESP) e da seleção brasileira de basquete, Marcelinho Huertas, 36, precisa cumprir a restrição praticamente total de circulação adotada na Espanha e só saiu de casa duas vezes nos últimos sete dias.

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#yomequedoencasa #stayhome #yoga

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Não sabe ainda quando será possível voltar a arremessar a bola na cesta e tenta manter apenas o preparo físico dentro de casa. "Estou impossibilitado de bater bola. Os ginásios estão fechados e não posso entrar lá nem sozinho. Mas o importante no momento é cumprir as normas que cada país está estipulando e levar muito a sério as regas. É a única forma de termos o esporte de novo", afirma à Folha.

Quem também está longe do contato com seu principal material de trabalho é Eduarda Amorim, a Duda, armadora da seleção brasileira de handebol, que mora na Hungria.

"Até tenho bola de handebol em casa, mas ela foi furada pelo meu cachorro. Então o que faço é usar elástico e caneleira de um quilo para forjar o movimento do arremesso. No meu jardim dá para fazer uns chutes [arremessos], mas ainda não cheguei nessa parte, estou só no mecânico ainda", conta.



Vivendo sob medidas menos rígidas do que na Espanha, ela pelo menos pode correr no parque, dependendo do horário. "Eu só fico em casa, e para corrida aí sim eu saio, mas tento ir à noite, quando tem menos gente."

Essa tem sido a realidade de vários atletas brasileiros, que compartilham nas redes sociais as adaptações que têm feito para treinar e também brincadeiras relacionadas à sua prática esportiva.

O mesa-tenista Hugo Calderano, 23, que mora em Ochsenhausen, uma pequena cidade na Alemanha, precisou levar equipamentos de academia e até uma mesa do ginásio onde treina para praticar o esporte dentro de casa.
Folhapress
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