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Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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Série A

Corinthians tenta melhorar produtividade no ataque contra pior defesa do Brasileiro

Yago Rudá - Folhapress
01 nov 2021 às 13:00
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O Corinthians do técnico Sylvinho é, com folga, o time que mais precisa trocar passes para conseguir criar uma finalização nos jogos do Campeonato Brasileiro, com uma média de 56,7 toques para cada chute ao gol.

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Nesta temporada, a equipe do Parque São Jorge é a segunda que mais passa a bola na competição e a quinta que mais tempo tem a posse nas partidas da Série A. Em contrapartida, é a terceira que menos agride o gol adversário -atrás apenas do Atlético-GO e do Cuiabá.


Os números são do aplicativo Sofascore e demonstram a dificuldade do setor criativo do time alvinegro, que tenta mostrar alguma melhora em confronto com a Chapecoense às 21h30 desta segunda-feira (1º), depois de ter tido a última semana toda livre para treinos.


Nas últimas três rodadas do Brasileiro, respectivamente contra Fluminense, São Paulo e Internacional, o Corinthians encontrou mais obstáculos do que de costume para criar chances de gol. O problema vem sendo uma dor de cabeça para tornar a equipe mais competitiva.

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Ao todo, o Corinthians registra uma média de 443 passes por partida, tem a posse da bola em 52,6% do tempo, mas finaliza apenas 7,8 vezes por compromisso no Brasileiro.


A título de comparação, o segundo na lista na relação entre a quantidade de passes necessários para um chute é o Atlético-GO, que precisa de 48,4 toques para dar uma finalização. Já o dono do melhor ataque do campeonato, com 47 gols, o Flamengo precisa de 40,5 passes completos para encontrar espaço para o chute.


Internamente, a dificuldade de criação ofensiva da equipe é apontada como fator determinante para a queda de rendimento nas últimas semanas e a consequente ausência da zona de classificação para a Copa Libertadores.


Sem Willian, machucado, Sylvinho deu espaço para os garotos Adson e Vitinho, que tiveram, no entanto, participações tímidas. O ponta Gustavo Mosquito foi quem melhor se saiu na função, mas costuma atuar só em parte dos jogos, sempre saindo do banco de reservas.


Contra Chapecoense, o ataque que tem sido titular deve ser mantido, com mudanças apenas no gol e na zaga, já que Cássio está suspenso e João Victor está de volta após cumprir gancho. Assim, a escalação corintiana deverá ter Matheus Donelli; Fagner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Cantillo, Renato Augusto e Giuliano; Gabriel Pereira, Róger Guedes e Jô.


Além das jogadas pelo meio serem motivo de preocupação para a comissão técnica, os laterais não têm sido tão participativos nos lances de ataque como em anos passados. Recentemente, o próprio Sylvinho explicou sua ideia de jogo ao priorizar o aspecto defensivo dos jogadores daquela posição.


A pressão no Parque São Jorge é grande e, internamente, há a cobrança por uma vitória diante dos catarinenses, mas principalmente por novas alternativas ofensivas para a equipe.


Curiosamente, a Chape é a equipe com a pior defesa da competição, com 49 gols sofridos em 28 jogos -não à toa, é lanterna do Brasileiro. O jogo em Itaquera marcará a estreia do técnico interino Felipe Endres. Ele substitui Pintado, que pediu demissão na última terça (26).


Estádio: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Horário: 21h30 (de Brasília) desta segunda-feira (1º)
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Transmissão: Premiere

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