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Crise financeira mundial amedronta clubes europeus

Agência Estado
17 jun 2009 às 18:32
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O anúncio das contratações milionárias de Kaká e Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid há 15 dias esconde uma realidade de caos e dívidas no futebol espanhol e europeu. Ao final da temporada 2008/2009, vários clubes descobriram que simplesmente não têm mais dinheiro em caixa.

Só na Espanha, um estudo da Universidade de Barcelona concluiu que os times somam dívidas de 3,4 bilhões de euros (R$ 9,2 bilhões). Só o Real Madrid, o Atlético de Madrid e o Valencia acumulam um déficit de mais de 500 milhões de euros (R$ 1,35 bilhão). Na temporada recém-terminada, apenas dois clubes tiveram lucro: Real Madrid e Barcelona. Ainda assim, a receita não foi suficiente para pagar as dívidas passadas.

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Sporting Gijón, Levante, Malaga, Murcia, Alavés, Las Palmas, Celta e Real Sociedad já declararam concordata para impedir uma falência ou, ainda pior, para evitar que sejam obrigados a cair para a Terceira Divisão e reiniciar suas atividades esportivas e financeiras com outros nomes. Os oito renegociam suas dívidas com os bancos.

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Segundo o estudo, esse endividamento é consequência quase direta do preço pago por jogadores. No Real Madrid, a dívida é de 562,78 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) antes das aquisições dos novos craques. No Barcelona, multicampeão da temporada, o buraco é de 437,79 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão).

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A conta é simples. Por anos, os clubes conseguiram empréstimos de bancos e passaram a ter gastos acima de suas receitas. Com a chegada da pior recessão em décadas, a fonte secou. Por isso, os problemas não se limitam à Espanha.


O Liverpool, por exemplo, foi obrigado a abandonar o projeto de construir um novo estádio. A empresa que controla o clube, a Kop Football Limited, de empresários norte-americanos, perdeu mais de US$ 60 milhões (R$ 115 milhões) desde julho de 2008.

Um avaliação feita pela agência KPMG alertou que o Liverpool correria o risco de não ter como se financiar mais a partir de agosto. A dívida do clube chega a 350 milhões de libras esterlinas (R$ 1,1 bilhão) com dois bancos.


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