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Crise levou Milan a vender Kaká

Agência Estado
08 jun 2009 às 17:27
- WILTON JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO
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Depois de muitos boatos, declarações e notícias desencontradas, foi confirmada a principal transferência do futebol mundial na temporada: o brasileiro Kaká deixou o Milan após seis anos, e passará a defender o Real Madrid a partir da próxima temporada. O acerto foi anunciado simultaneamente na noite desta segunda-feira pelos dois clubes envolvidos na negociação.

Com um valor estimado de 65 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões), a negociação é a segunda maior na história do futebol por um jogador - somente o francês Zinedine Zidane custou mais ao próprio Real Madrid, em 2001. Kaká, de 27 anos, assinou contrato com duração de seis temporadas, com salários estimados de 9,5 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões) anuais.

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A contratação de Kaká era uma das promessas de campanha de Florentino Pérez, que foi aclamado presidente do Real Madrid há uma semana. O dirigente já deu mostras de que pretende retomar a política de grandes contratações que adotou em seu primeiro mandato. Além do brasileiro, o francês Franck Ribery e o sueco Zlatan Ibrahimovic estão na mira. O português Cristiano Ronaldo é um sonho para os próximos anos.

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Para o Milan, a venda do jogador foi uma forma emergencial de sair do vermelho. Segundo o dono do clube, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, houve um déficit de 60 milhões de euros no último balanço. Com a transferência de seu principal jogador, o clube conseguirá sanar o problema financeiro.

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O Real Madrid será a terceira equipe da carreira profissional de Kaká. Revelado nas categorias de base do São Paulo, ele começou a brilhar na campanha do título do Torneio Rio-São Paulo, em 2001. Ainda naquele ano, firmou-se como titular.



Em janeiro de 2002, Kaká estreou na seleção brasileira na vitória de 6 a 0 sobre a Bolívia, em amistoso no Serra Dourada, em Goiânia. Ele foi convocado para a Copa do Mundo naquele mesmo ano, mas jogou apenas 25 minutos, no jogo contra a Costa Rica, na primeira fase da competição.

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Mesmo com o título de campeão mundial, a relação do jogador com a torcida do São Paulo não era das melhores. Muito cobrado por parte dos torcedores, Kaká chegou a uma situação insustentável no clube do Morumbi. Em agosto de 2003, foi vendido para o Milan por 8 milhões de dólares.



No clube italiano, o brasileiro alcançou o status de estrela internacional. Logo em sua primeira temporada, em 2003/04, ele firmou-se entre os titulares e foi importante nas conquistas do Campeonato Italiano e da Supercopa da Uefa. Na temporada 2004/05, levou a equipe ao vice-campeonato da Liga dos Campeões, e foi eleito o melhor meia da competição.

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Em 2006, o meia teve a chance de jogar sua primeira Copa do Mundo como titular, mas não correspondeu às expectativas e naufragou com a seleção brasileira nas quartas de final na Alemanha. Ele marcou um único gol na competição, na vitória de 1 a 0 sobre a Croácia, na estreia.



Depois da decepção na Copa do Mundo, Kaká voltou a jogar bem no Milan. Ele foi o artilheiro e principal jogador do clube na campanha do título da Liga dos Campeões de 2006/07. No fim do ano, recebeu o prêmio da Fifa como melhor jogador do mundo.



Os prêmios, títulos e gols fizeram de Kaká um dos maiores ídolos da história do Milan. Tanto que em janeiro deste ano, quando o Manchester City fez a maior proposta de todos os tempos pelo jogador, houve protestos de torcedores em frente à sede do clube italiano. Na época, a torcida não queria a negociação, bem como Kaká, que falou em permanecer no Milan até o fim da carreira.


Diante do interesse do Real Madrid, os torcedores voltaram a protestar à frente da sede do clube. Mas desta vez, o Milan precisava negociar o jogador. E Kaká também queria deixar Milão para buscar o sucesso no clube mais vencedor da Europa no último século.


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