A expectativa da torcida pela volta do atacante Fred ao time do Fluminense é grande. Após o camisa 9 treinar entre os titulares no coletivo desta sexta-feira, o técnico Cristovão Borges manteve o mistério sobre a utilização do jogador na partida diante do Goiás, no próximo domingo, às 18h30, no Maracanã. A outra opção do treinador é Rafael Sobis, que se recupera de uma luxação no ombro e ficou de fora do treino desta sexta, conforme programação da comissão técnica.
- Eu já decidi quem vai jogar faz tempo - disse, aos risos, o comandante tricolor, depois de ter falado sobre as duas possibilidades: - Eu treinei as duas possibilidades (com Sobis e com Fred). Como falei no começo da semana, ele (Fred) ia ser avaliado treino a treino. Ele foi bem, essa avaliação foi feita, vou conversar com ele. Não vamos ter problema em relação a isso.
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Cristovão também ressaltou que a comissão técnica vem trabalhando para criar um bom ambiente nesta volta dele. Após uma Copa do Mundo abaixo do esperado, Fred foi muito criticado pela opinião pública. Por isso, o treinador espera que o carinho da torcida do Fluminense e um bom resultado do Fluminense traga o camisa 9 de antes do Mundial de volta.
- O nosso interesse por ele é por causa do que aconteceu e da expectativa pela volta dele. Está todo mundo ansioso por essa volta. Para nós, é muito importante, que aqui, na casa dele, ele se sinta a vontade. Nossa preocupação é criar um ambiente mais favorável possível para a volta dele. Precisamos criar esse ambiente, para que ele possa entrar, jogar, assim como estava antes de ir para a Seleção - frisou.
Perguntado sobre a possibilidade de colocar o ídolo Fred no banco, Cristovão deixou claro que essa é uma possibilidade real. O treinador citou até a campeã mundial Alemanha, que faz um rodízio na equipe, para mostrar que pode sim, deixar o jogador entre os suplentes.
- Eu como treinador, penso muito nisso. A gente só fica alerta depois da tragédia. Sofremos uma goleada na Copa, está tudo errado. O Santos perdeu para o Barcelona parecia que o mundo tinha acabado. No nosso caso agora, o Fred. É ídolo, um jogador importantíssimo, cria-se muita expectativa. Dependendo do resultado, parece que foi criado um monstro. Temos que aprender com o que dá certo. Hoje, a Alemanha é o modelo, e lá acontece dessa maneira - explicou.