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Cruzeiro cassa habeas corpus e impede Riasco de se transferir

Agência Estado
24 nov 2016 às 17:12

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O Cruzeiro anunciou nesta quinta-feira que conseguiu cassar o mandado de segurança e o habeas corpus que haviam sido obtidos pelo atacante colombiano Riascos na Justiça. Assim, ele fica impedido de se transferir para qualquer outro clube sem o aval do time mineiro, dono de seus direitos econômicos e federativos.

O jogador foi afastado em julho, quando o Cruzeiro ocupava a zona de rebaixamento. Após derrota para o Fluminense, por 2 a 0, o colombiano, que entrou na segunda etapa, foi questionado sobre sua fase no time de Belo Horizonte e disse: "Não está normal. Não estou feliz com isso que está acontecendo. Tem que encontrar uma solução porque não pode tirar minha felicidade para jogar nessa m... aqui".

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A declaração causou revolta na direção cruzeirense. "A partir de agora, ele está fora da delegação e passa a ser um problema administrativo e jurídico. Vamos até o final para que ele pague da forma mais dura e legal pelo comportamento que teve", disse à época o diretor de futebol Thiago Scuro.


Contratado em janeiro de 2015, Riascos tem vínculo com o Cruzeiro até janeiro de 2018 e recebe um dos maiores salários do elenco. Ele já foi emprestado ao Vasco, na temporada passada, e retornou à Toca da Raposa em maio deste ano - o jogador chegou a dizer publicamente que não queria deixar o time carioca.


Inicialmente, em agosto, Riacos conseguiu na Justiça sua liberação do clube, contanto que pagasse multa ao Cruzeiro no valor de R$ 3,2 milhões dentro do prazo de uma semana. Sem o dinheiro, não conseguiu se transferir para o Adanaspor, da primeira divisão da Turquia

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Agora, Riascos jogador está impossibilitado de se transferir para qualquer outra equipe, seja no Brasil ou no exterior. "Foi uma grande vitória do Cruzeiro em relação a uma quebra de contrato que está sendo pleiteada. O que demonstra que o poder judiciário está muito atento às incorreções e a nova aplicação da lei, ao abuso do direito de postular do atleta que não respeita contrato", comentou o advogado do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa. O mérito da questão será julgado só em maio do ano que vem.


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