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Quartas de Final

Em revanche, Itália elimina bicampeã Espanha e encara Alemanha na Eurocopa

Agência Estado
27 jun 2016 às 15:26

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Reprodução

Em clima de revanche, após levar 4 a 0 da Espanha na final da última Eurocopa, a seleção da Itália dominou a atual bicampeã no Stade de France, nesta segunda-feira, e garantiu seu lugar nas quartas de final com uma vitória convincente por 2 a 0. O zagueiro Chiellini e o atacante Pellè, aos 45 minutos do segundo tempo, marcaram os gols do grande triunfo italiano.

A seleção italiana terá outro forte rival pela frente nas quartas. Será a Alemanha, atual campeã mundial, que avançou ao derrotar a Eslováquia por 3 a 0. O clássico mundial será disputado no sábado, às 16 horas. Já a Espanha se despede da Eurocopa nas oitavas de final, exibindo poucos avanços em comparação à criticada atuação na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando caiu ainda na fase de grupos.

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Ainda com a goleada da última final engasgada, a seleção da Itália esbanjou superioridade nos primeiros minutos da partida. Defendeu-se com consistência, como costuma fazer, e também mostrou eficiência no ataque, liderado por Pellè e Éder, brasileiro naturalizado italiano.


Aos 10 minutos de jogo, o time italiano já tinha criado três boas chances de gol, uma delas acertando a trave. Enquanto isso, a Espanha batia cabeça no meio-campo e tentava se encontrar no jogo. De Gea, com lindas defesas, era o único destaque da seleção espanhola em campo. Controlando o meio-campo e antecipando-se na marcação, a Itália não dava qualquer chance ao rival e surgia no ataque com facilidade.


Aos 18, Parolo arriscou de cabeça e bola passou rente à trave esquerda de De Gea. Dez minutos depois, o zagueiro Sergio Ramos espanou na pequena área e quase estufou as próprias redes. A inesperada presença italiana no ataque deixava a defesa espanhola perdida, como aconteceu aos 32.


Éder acertou forte cobrança de falta e De Gea deu rebote. Os zagueiros mal viram quando Chiellini surgiu por trás e, de canela, empurrou para as redes. O placar só não foi ampliado antes do intervalo porque o goleiro espanhol voltou a mostrar serviço aos 44, para defender forte finalização de Giaccherini.


O segundo tempo teve roteiro quase oposto. A Itália sustentou a vantagem e até esteve perto de marcar o segundo nos primeiros minutos, com Éder, em lançamento em profundidade. Mas a Espanha passou a reagir a partir dos 20 minutos, principalmente após a entrada de Lucas Vázquez.


Buscando o ataque com objetividade, o time teve três boas oportunidades em apenas dois minutos. Aduriz, duas vezes, e Sérgio Ramos desperdiçaram as chances. Aos poucos, Buffon também passou a ser exigido. Iniesta, aos 30, e Piqué, aos 31, quase empataram a partida. O crescimento espanhol surpreendia até nos números. Os atuais bicampeões europeus alcançaram 75% na posse de bola, contrastando com a apatia do primeiro tempo.


A pressão aumentou nos minutos finais. Aos 41, David Silva teve a chance de decretar o empate e manter a Espanha viva na partida. E, aos 44, Piqué desperdiçou oportunidade incrível. Buffon brilhou com uma defesa à queima-roupa na pequena área. Foi o último suspiro espanhol no duelo.

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No lance seguinte, Darmian cruzou na área espanhola, pega de surpresa, e Pellè completou cruzamento, também de canela, aos 45 minutos. Foi o ponto final na vitória italiana e na vingança, passados quatro anos da dolorosa goleada sofrida na decisão da Eurocopa de 2012.


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