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Especialista diz que solda em guarda-corpo no Morumbi é inadequada

Agência Estado
13 mai 2016 às 13:01

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Reprodução

Um perito do Instituto de Criminalística e uma especialista ouvida pela Estadão.com alertaram para as mesmas possíveis causas para explicar o rompimento do guarda-corpo em um camarote do estádio do Morumbi durante jogo do São Paulo na última quarta-feira. A fragilidade do material de aço inox é apontada como um dos motivos para que a estrutura tenha cedido, deixando 16 torcedores feridos ao caírem do anel inferior para o fosso.

Anos atrás o clube elevou o guarda-corpo de 1 metro para 1,1m para atender padrões de segurança. No procedimento, realizou uma solda para fixar uma nova peça e mudar a altura. "Não é recomendado efetuar uma solda em guarda-corpos. Faltou a devida preocupação técnica até para se fazer testes", disse Flávia Zóega Andreatta Pujadas, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP) e especialista em avaliações e perícias de engenharia.

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"Realizar uma solda em qualquer elemento metálico fragiliza o material, a não ser que seja uma solda de altíssimo desempenho", explicou a especialista. A grade cedeu durante a comemoração do gol de Michel Bastos, o da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores. O incidente fez a partida paralisada por seis minutos.


Logo depois do fim do jogo o perito do Instituto de Criminalística Edwar Folli Junior visitou o local e afirmou que havia corrosão na grade. "Vamos mandar para o laboratório para ver que tipo de corrosão. É muito evidente, dá para ver que estava fragilizado. Não é feito para suportar a tensão que suportou", completou.


O vice-presidente de comunicações e marketing do São Paulo, José Francisco Manssur, afirmou em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira que a solda na grade não pode ser apontada como a causa do acidente. "Não houve ruptura na solda da adaptação. Quando tivermos o laudo, vamos nos manifestar sobre isso", disse.


O dirigente defendeu que o rompimento do guarda-corpo evitou a aglomeração excessiva e possíveis lesões aos torcedores. "Um guarda-corpo não pode cair a qualquer força, mas se ele não ceder, pode causar esmagamento e as pessoas podem se espremer", explicou.

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Já a engenheira, por sua vez, afirmou que pelas normas técnicas o guarda-corpo não poderia ceder. "Tem que ser resistente e jamais ceder. Ele não pode funcionar como um alambrado, até porque do outro lado tinha um desnível de pelo menos dois metros."


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