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Ex-presidente da Concacaf admite ter recebido suborno por venda de direitos de TV

Agência Estado
11 abr 2016 às 17:16

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Reprodução

O hondurenho Alfredo Hawit, ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente interino da Concacaf, se declarou culpado da acusação de ter recebido suborno em dinheiro em troca da cessão de direitos de transmissão de competições organizadas pela Fifa. A confissão foi feita em Nova York, diante da Justiça dos Estados Unidos, que investiga outras pelo menos 41 pessoas pelo envolvimento no mesmo esquema.

Utilizando-se de um intérprete, Hawit admitiu que, em conchavo com outros dirigentes, cedeu a empresas baseadas na Florida e na Argentina os direitos de transmissão de competições em troca de subornos depositados em contas bancárias controladas por ele e por sua família em Honduras e no Panamá.

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Hewit, de 64 anos, comandou a Concacaf interinamente de junho até dezembro do ano passado, depois da primeira leva de prisões de dirigentes. O hondurenho deixou o cargo quando também ele foi preso na Suíça, em 3 de dezembro, sendo depois extraditado para os Estados Unidos. Ele pagou fiança e aguarda sentença em liberdade. Será julgado por quatro crimes, devendo ser condenado a até 97 meses de prisão - pouco mais de nove anos.


Em outubro, vai se reapresentar à Justiça para conhecer sua sentença e para devolver 950 mil dólares. A delação dele pode ajudar a punir mais de 40 pessoas, acusadas de envolvimento em propinas que, segundo os juízes nova-iorquinos, chegaram a US$ 200 milhões nos últimos 25 anos.

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No mês passado, Rafael Callejas, membro do comitê de televisão e comercialização da Fifa, também se declarou culpado diante da Justiça dos EUA. Ele disse que aceitou propina de uma empresa sediada em Miami em troca da cessão dos direitos de TV das Copas de 2014, 2018 e 2022.


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