Futebol

Federação inglesa quer dificultar entrada de não europeus no país

17 set 2014 às 14:05

A Associação Inglesa de Futebol (FA) enviou à Premier League e à Football League, responsáveis pelas principais divisões do futebol inglês, o esboço de propostas para dificultar a entrada de jogadores "medíocres" não comunitários no país.

A ideia da entidade, segundo o próprio presidente Greg Dyke, é reduzir pela metade o número de não europeus com um novo sistema planejado já para a próxima temporada. Para isso, a FA usará as regras já estabelecidas pelo Ministério de Interior para liberar a entrada destes atletas no país, organizadas no GBE (Governing Body Endorsement).


Segundo os critérios, é permitida a entrada apenas de jogadores "que estão internacionalmente estabelecidos no mais alto nível e que os serviços trarão significativa contribuição ao desenvolvimento do esporte de alto nível no Reino Unido". A forma de avaliação, porém, é falha, segundo a federação.


Por isso, segundo o jornal inglês "The Guardian", seria proibida a chegada de jogadores nascidos fora da União Europeia na segunda divisão e níveis inferiores. Já as equipes da Premier League seriam impedidas de enviar estes atletas em empréstimos.


Ainda para a elite do futebol inglês, apenas jogadores de origem de um dos 50 países melhores ranqueados pela Fifa poderiam chegar, salvo excessões raras. Com essas medidas, Dyke pretende estimular a consolidação dos jovens jogadores ingleses, que estariam perdendo espaço para os estrangeiros.


Nos moldes do GBE, iniciado em 2009, 122 atletas não europeus já chegaram, grande parte, segundo Dyke, "dispensável". O presidente falou do sistema considerado falho por ele: - 122 jogadores não europeus vieram para a Inglaterra pelo processo GBE desde 2009. Quase 50% não se enquadravam no critério e chegaram através de apelações, sendo que 79% dessas apelações tiveram sucesso. Além disso, só 58% dos atletas que receberam visto para jogar a Premier League seguem lá depois de um ano - disse o mandatário da FA.

Vale lembrar que o plano da federação é tornar mais rígido o controle em grande parte com base nas regras que já existem. Hoje, por exemplo, são liberados jogadores de países do top 30 da Fifa que tenham jogado mais de 75% das partidas dos campeonatos locais nos dois últimos anos. Os recursos dos não autorizados, porém, são muitas vezes aprovados "à vista grossa", segundo Dyke.


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