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Fifa nega, mas CBF ainda aposta em vídeo para ajudar árbitros em 2016

Agência Estado
18 set 2015 às 12:45

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Reprodução

A CBF não teve sucesso em sua primeira investida para contar com a ajuda da tecnologia nas partidas do Campeonato Brasileiro do próximo ano. Nesta quinta-feira, a Fifa negou à entidade brasileira a possibilidade de utilizar um árbitro de vídeo para auxiliar assistentes e o juiz principal dos jogos.

A Fifa, contudo, manteve as esperanças da CBF ao explicar que o projeto enviado pela entidade brasileira será avaliada pela International Football Association Board (IFAB), órgão que zela pelas regras do futebol, em reunião marcada para o dia 26 de novembro, em Cardiff, no País de Gales.

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A CBF terá um enviado no encontro: o ex-juiz de futebol Manoel Serapião Filho. Ele é membro da Comissão de Arbitragem e responsável pelo projeto de introdução da tecnologia no Brasileirão 2016


Seu projeto, apesar de rejeitado de primeira pela Fifa, recebeu elogios da IFAB. "Lemos a sua proposta com grande interesse, já que ela aborda todos os aspectos relacionados e pertinentes a este assunto e a sua proposta é extremamente bem elaborada", afirmou Lukas Brud, secretário-geral da IFAB, em carta enviada ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.


Para ser concretizado, o projeto de Serapião Filho terá que ser aprovado em duas reuniões diferentes. Além do encontro do dia 26 de novembro, haverá depois a Reunião Anual Geral, marcada para 5 de março de 2016.


O projeto é uma resposta da CBF às recentes e fortes críticas dos clubes brasileiros, insatisfeitos com a qualidade da arbitragem no Brasileirão. Todos os principais times do País já fizeram críticas diretas à arbitragem ou pediram mudanças na gestão dos juízes no âmbito da CBF.


Como resposta, a entidade apresentou a proposta de criar a figura do árbitro de vídeo, que teria por missão corrigir erros claros do trio de arbitragem em tempo real, utilizando-se de imagens da TV.

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Pelo projeto, o árbitro de vídeo (AV) acompanhará os lances pela TV e, com o recurso do replay, poderá acionar o árbitro de jogo via ponto eletrônico para informar erros de marcação. Segundo a CBF, o AV "terá a atribuição de corrigir erros técnicos ou disciplinares claros e indiscutíveis que possam alterar diretamente o resultado ou o desenvolvimento das partidas".


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