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Flamengo é campeão de Estadual marcado por pandemia e confusões

Folhapress
16 jul 2020 às 08:36

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Alexandre Vidal / Flamengo

O Flamengo conquistou nesta quarta-feira (15) o seu 36º título do Estadual do Rio ao vencer o Fluminense, no Maracanã, por 1 a 0. O gol foi marcado por Vitinho, já nos acréscimos do confronto. A equipe rubro-negra tinha a vantagem da igualdade no placar após ter vencido a primeira partida por 2 a 1, mas pressionou o rival e saiu vitorioso.

O confronto teve o Flamengo como dono da maioria das ações em campo. Já o rival, que precisava reverter o resultado do duelo de ida, pouco se arriscou. O time teve duas chances de tirar o zero do placar em rápidos contra-ataques, desperdiçados pelo atacante Marcos Paulo, mas jogou na defesa em boa parte da final.

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O jogo desta quarta encerrou uma edição bastante contestada da competição e repleta de confusões envolvendo clubes, federação (Ferj), governos, órgãos de saúde e empresas de mídia.


Quando a competição foi reiniciada após a pausa provocada pela pandemia, no dia 18 de junho, Fluminense e Botafogo não queriam voltar, por entenderem que o contágio ainda estava próximo do pico e que não haveria segurança para os envolvidos.


Prevaleceu a vontade de Flamengo, Vasco, federação e demais equipes. Os rubro-negros foram os primeiros a entrar em campo, contra o Bangu. Venceram por 3 a 0 no Maracanã no mesmo dia em que o estado do Rio de Janeiro passou a marca de 8.400 mortes por Covid-19, registrando o terceiro maior número de óbitos (274) em 24 horas desde o início da pandemia.


Na sequência, os jogos chegaram a ser suspensos pela Prefeitura do Rio, atendendo parcialmente aos pedidos de Fluminense e Botafogo, mas retomados a partir do dia 28. Jogadores tricolores e alvinegros protestaram ao entrar em campo.


Alguns clubes registraram casos de coronavírus antes de partidas e afastaram atletas, como a própria dupla Fla-Flu na sequência dos três embate decisivos. Não houve, porém, grandes surtos em equipes da competição que inviabilizassem a realização dos jogos, como ocorreu na retomada do Catarinense.


Teve, por outro lado, muita confusão relacionada aos direitos de transmissão das partidas, a partir da Medida Provisória 984, publicada pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido) também no dia 18 de junho.


Ela passou a determinar que os direitos de exibir o jogo ou negociar sua transmissão pertencem ao clube mandante do confronto, e não aos dois envolvidos nele, como previa a Lei Pelé até então.


Como o Flamengo era o único time do torneio sem contrato firmado com a Globo, logo usou a MP e passou a exibir seus jogos como mandante em plataforma própria. Após o clube fazer isso pela primeira vez, na partida diante do Boavista, em 1º de julho, a emissora rescindiu unilateralmente o contrato com as demais equipes e a Ferj, válido até 2024, abrindo mão de passar o campeonato.


A Globo ainda foi obrigada por liminar obtida pela federação a mostrar a semifinal do segundo turno entre Botafogo e Fluminense. Como todos os jogos seguintes foram Fla-Flu, e a emissora já não tinha contrato com o Flamengo, coube aos times rivais definirem suas transmissões de acordo com o mando de campo.


A FluTV, então, passou a final da Taça Rio, na última quarta (8), já que o mando era tricolor, e bateu recorde de visualizações simultâneas no YouTube: 3,6 milhões.


O Flamengo ainda buscou o direito de também exibir esse jogo, mesmo sem previsão legal para isso, e acabou barrado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pouco antes do seu início.


A decisão geral do estadual foi menos conflituosa nesse aspecto. O Fluminense exibiu a primeira partida, no domingo (12), novamente em seu canal. O Flamengo, mandante nesta quarta, fez uma parceria comercial com o SBT e negociou os direitos com a emissora, que passou o confronto em TV aberta para todo o Brasil.

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O canal vendeu ao menos seis cotas de patrocínio, fato comemorado por Fabio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) do governo Bolsonaro.


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