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Sufoco

Grêmio arranca empate com Caracas pela Libertadores

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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O Grêmio vacilou e quase foi surpreendido pelo Caracas, nesta quarta-feira, no jogo de ida pelas quartas de final da Copa Libertadores, na Venezuela. O time brasileiro arrancou um empate por 1 a 1 com a equipe venezuelana depois de levar um gol no início da partida.

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O time gaúcho agora jogará por um empate sem gols na partida de volta, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, no dia 17 de junho, quarta-feira. Um novo empate por 1 a 1 levará a disputa para os pênaltis, e qualquer igualdade por dois gols ou mais dará a vaga na semifinal para o Caracas.

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O técnico Paulo Autuori já havia previsto durante a semana que o Grêmio não teria vida fácil contra os venezuelanos do Caracas. E a previsão se confirmou logo no primeiro minuto de jogo com o gol dos donos da casa. Rey bateu falta na área pela esquerda e o zagueiro Cichero subiu sozinho para acertar a cabeça e abrir o placar.


Autuori também acertou em relação ao estilo aguerrido do Caracas, que mostrava boa marcação à semelhança dos times argentinos. O gol no começo reforçou a motivação dos venezuelanos, que mostravam disposição de sobra em cada disputa de bola. Atordoado pela forte movimentação dos anfitriões, o Grêmio tinha dificuldade em sair com a bola dominada e não conseguia acertar o meio-campo


Essas limitações minavam os avanços da equipe brasileira no ataque. As melhores chances de gol, portanto, só vieram em lances de bola parada. Aos 25 minutos, Jonas cruzou, o goleiro Vega se atrapalhou e Maxi Lopez quase aproveitou a falha do defensor. Dois minutos depois, em jogada semelhante, Rever acertou a cabeça, mas não foi rápido o suficiente para pegar o rebote do goleiro.

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Na saída do intervalo, o meia Souza atribuiu as dificuldades do Grêmio ao estado do campo do Estádio Cidade Universitária. "O gramado está prejudicando. A bola quica demais. O nosso time fica prejudicado porque tem muito toque de bola. Temos que nos adequar ao campo o mais rápido possível", avisou o jogador, que reconheceu a falha do time no gol venezuelano. "O campo não é desculpa. Vacilamos na jogada de bola parada".


O Grêmio, no entanto, seguiu com problemas no toque de bola no segundo tempo, o que resultava em poucas chances de perigo ao gol do Caracas. A partir dos 15 minutos, o time brasileiro esboçou uma pressão sobre o adversário com duas boas chances. Na primeira, Maxi Lopez escorou cruzamento de Fábio Santos. Em seguida, o mesmo Fábio Santos entrou pelo meio e bateu forte, por cima do travessão.


Aos 26, o time teve a sua melhor chance na etapa. Souza quase empatou o jogo ao acertar a trave esquerda de Vega em cobrança de falta de fora da área. A boa oportunidade sinalizou o crescimento do Grêmio no jogo. Os brasileiros começaram a ocupar um maior espaço no gramado, aproveitando a queda de ritmo do Caracas, que demonstrava cansaço após a correria da primeira etapa.

O maior volume de jogo dos gremistas se refletiu no placar aos 29 minutos. Souza levantou na área em cobrança de falta ensaiada e Fábio Santos surgiu da esquerda, por trás da defesa, para cabecear para o fundo das redes. Satisfeito com o empate, o Grêmio pouco criou após o gol e manteve o ritmo trôpego do primeiro tempo até o apito final.


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