Uma longa história de desentendimentos entre o técnico Cuca e o volante Felipe Melo, agravada por um incidente na semana passada, culminaram com o fim da passagem do jogador pelo Palmeiras. No choque de duas personalidades fortes, pesou a vontade do treinador sobre a do jogador, que deve ser negociado com outra equipe brasileira.
Os atritos começaram bem antes da última sexta-feira, data do afastamento do jogador. Os dois já tinham trabalhado juntos no Grêmio, em 2004. Na época, Cuca dirigiu o clube por 46 dias, lidou com a ameaça de rebaixamento e um ambiente conturbado por desentendimentos com vários jogadores, entre eles Felipe Melo, à época com apenas 21 anos.
Na sexta-feira, véspera do jogo com o Avaí, Cuca anunciou ao time o afastamento de Felipe Melo daquela partida. O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, e o presidente do clube, Maurício Galiotte, estiveram presentes no treino de sexta-feira e tentaram convencer o técnico a rever a decisão, mas não conseguiram.
Antes desse episódio, a diretoria do Palmeiras havia se empenhado em amenizar a suspensão do volante de seis para três jogos na Libertadores. Os dirigentes marcaram reuniões na sede da Conmebol, levaram vídeos e fizeram lobby para conseguir reduzir a pena. Felipe Melo poderia voltar no próximo jogo, dia 9, porém já nem deve estar mais no clube até lá.
Nesta segunda-feira, o jogador foi dispensado do treino realizado na parte da tarde. Nesta terça pela manhã ele estará de volta e, apesar de não estar mais nos planos de Cuca, vai trabalhar no mesmo horário dos demais companheiros.
A tendência é Felipe Melo deixar o Palmeiras para reforçar outro time brasileiro. O jogador já recusou sondagens de clubes da Turquia, país onde defendeu o Galatasaray. O volante fez 27 jogos pelo time alviverde, com dois gols marcados e nenhuma expulsão.