A 6ª Vara da Justiça do Trabalho apreendeu, nesta terça-feira (15), computadores que continham todos os dados administrativos e financeiros do Londrina Esporte Clube. Foi apreendido um notebook do diretor financeiro César Fatel e outro computador da agremiação que ficava no setor administrativo do estádio Vitorino Gonçalves Dias.
De acordo com o presidente Peter Silva, o fato ocorreu devido à falta de compromisso entre o clube e a Justiça do Trabalho. O acordo entre o LEC e a instituição firmava o repasse de 15% do dinheiro bruto do clube à Justiça, o que não foi cumprido.
Desta forma, a apreensão serviu para análise dos dados. Peter Silva afirmou que foi pego de surpresa com a ação judicial, no entanto, conforme o diretor jurídico Ricardo Ramalho Cardoso, o clube havia sido avisado. "Já tinham nos avisado há um bom tempo sobre o fato. E, com a ordem judicial, não temos nada a fazer", disse o advogado que estava na 6ª Vara do Trabalho no final da tarde desta terça.
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"Caso a Justiça necessite de mais documentos, estamos de portas abertas. Jamais iremos esconder algo. Todos os documentos e dados das verbas estão prontas para serem analisadas", afirmou Peter Silva.
REUNIÃO
Comissão técnica, jogadores e diretores do Londrina se reuniram no estádio VGD para tratarem sobre a situação financeira após o clube ser eliminado do Brasileirão da Série D. Conforme Peter Silva, foi colocado a todos presentes que a agremiação não tem dinheiro para efetuar os pagamentos de seus funcionários.
"Mostramos a realidade e nos comprometemos a pagar. Estou, juntamente com o prefeito Barbosa Neto, arrumando uma maneira para pagar os salários atrasados", prometeu. Os funcionários estão com um mês e meio de pagamentos atrasados. "Já estamos negociando seis ou sete atletas dos nove atletas que são do clube e essa verba irá nos ajudar a sanar todas as dividas", argumentou Peter.
O Londrina entregou a todos os seus funcionários uma carta afirmando que a dívida será paga. Em seguida, todos foram dispensados.