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Goleiro João Paulo prepara barreira - Ivan Storti/Santos FC
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Saiba como foi

Nem goleiro João Paulo evita derrota do Santos para o Athletico-PR na Copa do Brasil

Folhapress
26 ago 2021 às 08:07
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Na segunda metade da década de 1980, o torcedor do Santos Futebol Clube se acostumou com a brincadeira de que quando o goleiro Rodolfo Rodríguez fechava o gol, o time perdia de pouco. No máximo, empatava. Duas décadas mais tarde, João Paulo encarna o papel do uruguaio.

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O goleiro santista foi mais uma vez o destaque da equipe, segurou a barra da defesa, apareceu quando foi possível, mas o Santos foi derrotado pelo Athletico-PR por 1 a 0 na noite desta quarta-feira (25), na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

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A partida de volta será no dia 14, na Vila Belmiro. O Santos precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar as semifinais. Triunfo pela vantagem mínima levará a decisão para os pênaltis. Não há desempate pelos gols marcados como visitante.


No primeiro tempo, João Paulo, que em jogos anteriores já havia sido o melhor do Santos, fez três defesas difíceis, duas delas em sequência, logo aos 8 minutos. Só não conseguiu fazer nada com o erro de marcação na cobrança de escanteio do Furacão, quando ninguém acompanhou Renato Kayzer na área. O atacante definiu o placar.

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Especialmente no primeiro tempo, o Santos teve muita dificuldade para incomodar o adversário. Em parte por causa do posicionamento de Marcos Guilherme, muito recuado, mas também pelos constantes erros na saída de bola e pelo frágil sistema de marcação, o que se tornava também uma preocupação para o goleiro.


No segundo tempo, o Athletico continuou a achar espaços, mas pareceu ter cansado a partir dos 20 minutos. O Santos cresceu em campo, mas sem criar nenhuma grande oportunidade para empatar.


A classificação é vital para os paulistas. Não apenas pela disputa do título da Copa do Brasil, que é a melhor chance de o time conquistar um título neste ano. Há também a questão financeira.


A classificação para a semifinal renderia para o Santos cerca de R$ 7,5 milhões. Ser campeão acarretaria um prêmio global de R$ 56 milhões. A avaliação da diretoria é que a agremiação precisa de cerca de R$ 60 milhões para fechar as contas até o final de dezembro.


Quem olhar apenas a questão esportiva, vai perceber que a equipe alvinegra pode completar cinco anos sem um troféu de expressão, o maior jejum desde 2002, quando venceu o título brasileiro.


Antes da partida de volta, o Santos enfrenta o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. O confronto será no próximo sábado (28), na Vila Belmiro. No mesmo dia, o Athletico visita o Palmeiras.


ATHLETICO-PR
Santos; Marcinho, Pedro Henrique, Thiago Heleno, Abner; Richard (Erick), Christian (Fernando Canesin), Nikão, David Terans (Vinicius M), Jader (Cittadini); Renato Kayzer (Pedro Rocha). T.: António Oliveira


SANTOS
João Paulo; Madson, Luiz Felipe (Robson Reis), Wagner Palha, Felipe Jonatan; Jean Mota (Raniel), Carlos Sánchez (Ângelo), Pirani (Ivonei), Marcos Guilherme; Lucas Braga, Marcos Leonardo. T.: Fernando Diniz

Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba.
Juiz: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Cartões amarelos: Richard (Athletico-PR); Wagner Leonardo (Santos)
Gol: Renato Kayzer (Athletico-PR)


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