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No Palestra

Palmeiras empata com o Nacional

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Em jogo complicado, o Palmeiras bobeou e empatou com o Nacional (URU) por 1 a 1, no Palestra Itália, no primeiro confronto das quartas de final da Copa Libertadores. O time alviverde levou o gol de empate aos 35 minutos do segundo tempo, num momento em que tinha o controle do duelo.

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Para avançar às semifinais, o Palmeiras precisará ganhar ou empatar no Uruguai, no dia 17 de junho (quarta-feira), por dois gols de diferença. Se ficar no 1 a 1, a decisão irá para os pênaltis. Empate sem gols classifica os uruguaios. O vencedor deste confronto enfrentará Estudiantes (ARG) ou Defensor (URU).

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Nesta quarta-feira, o técnico Vanderlei Luxemburgo começou com o mesmo time dos últimos jogos. Fabinho Capixaba ocupou a lateral-direita na vaga de Wendel, suspenso, e Diego Souza foi escalado no ataque com Keirrison. No 3-5-2, o treinador esperava que o Palmeiras tivesse maior posse de bola e, com isso, encurralasse o Nacional no campo defensivo.


O Palmeiras até começou melhor. Aos 8 minutos, o volante Souza arriscou de fora da área e assustou. Porém, o Nacional cresceu de produção, encaixou a marcação e ganhou o meio-campo. Aos 13, Marcos realizou um verdadeiro milagre. Em cobrança de escanteio, Coates subiu livre e cabeceou forte. O goleiro palmeirense pegou em cima da linha.


Assim como aconteceu na derrota para o Colo-Colo (CHI) por 3 a 1 na fase de grupos da Libertadores, o Palmeiras esbarrou na marcação e ficou concentrado em seu campo defensivo, sem saber o que fazer com a bola. Precavido, Luxemburgo mudou, e com ousadia. Ele retirou Souza e Fabinho Capixaba para colocar Obina e Marquinhos.

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Com a marca de não marcar um gol desde novembro do ano passado (17 jogos), a entrada de Obina surpreendeu. O atacante, visivelmente fora de ritmo, foi utilizado, principalmente, para manter os homens do Nacional mais recuados. A torcida se incendiou com Obina e o Palmeiras melhorou.


Aos 40 minutos, o alviverde criou uma ótima chance. Obina passou para Diego Souza, que deu de calcanhar para Keirrison. O "K9", que também não vive uma boa fase, entrou livre na área e bateu cruzado. A bola passou perto da trave direita de Muñoz e foi pela linha de fundo. Desespero para Luxemburgo, que foi para o intervalo irritado.


A bronca de Luxemburgo, aliás, foi grande. O Palmeiras voltou para o segundo tempo arriscando mais de fora da área. E foi assim que o clube conseguiu abrir o marcador. Aos 10 minutos, Keirrison recebeu na meia-lua e rolou para trás. Diego Souza soltou a bomba, rasteiro. O goleiro Muñoz falhou e viu as redes balançarem: 1 a 0.


O Palmeiras ganhou fôlego no segundo tempo, mas falhou na meta de ampliar o marcador. Marquinhos, com cruzamentos ruins, e Cleiton Xavier, com finalizações tortas, não estiveram numa boa noite. Aos 30 minutos, Luxemburgo tirou Keirrison e colocou Jumar: foi vaiado, e o Nacional agradeceu.

Aos 35 minutos, quando o Palmeiras tinha controle do duelo, os uruguaios chegaram ao empate. Morales arriscou chute de longe. Garcia, que não tinha feito nada no jogo, apareceu livre - mas livre mesmo - dentro da área e desviou sem chances para Marcos. O gol deixou um gosto de derrota na boca dos torcedores do Palmeiras.


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