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Nova estratégia

Palmeiras valoriza contratos curtos para não ser 'refém' e fazer testes

Diego Iwata Lima - Folhapress
07 jan 2022 às 15:00
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A decisão de fazer contratos de apenas um ano com Marcelo Lomba, 34, e o volante Jailson, 26, é mais um passo do Palmeiras na direção de uma mudança de modelo de administração, iniciada com a chegada de Anderson Barros ao clube, em 2020.

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Ao longo de 2020 e 2021, o Palmeiras se viu refém de contratos longos com jogadores que deram resposta por algum período de tempo, mas que caíram de produção e, a partir daí, acabaram se tornando desvantajosos para o clube alviverde.

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Por essa razão, a regra de negociar contratos de longa duração passou a ser questionada. Cada caso é tratado de modo diferente, diante das características dos jogadores e necessidades do elenco.


Além disso, ao fazer contratos mais curtos, o clube passa a poder observar alguns jogadores e, desse modo, testar o "produto" antes de se atrelar a ele por um longo período. E, assim, também poder variar o perfil dos atletas buscados.


Borja, Luiz Adriano e Lucas Lima talvez sejam os exemplos mais bem acabados dessa questão.

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O colombiano já deu mostras de que não era o que se esperava em seu primeiro ano no clube. Mesmo assim, viu seu acordo ir até o ano passado e ainda ser alongado, para que ele pudesse ser emprestado ao Grêmio e, enfim, depois ser negociado com o Junior de Barranquilla (COL).


Luiz Adriano e Lucas Lima são as bolas da vez. Tiveram bons momentos -em especial o centroavante-, mas deixaram de produzir de modo compatível com seus vencimentos.


O caso do atacante é ainda pior, já que ele não apenas deixou de dar resposta em campo, como também teve lesões, problemas com a torcida e caso de indisciplina extracampo, a ponto de suas baladas terem se tornado pauta de reunião na Academia de Futebol.


O contrato de Deyverson, assinado em julho de 2017, também é de característica semelhante. Vai se encerrar apenas em junho próximo. E é tão longo que deu tempo de ele começar bem com Cuca, cair de produção, voltar a brilhar com Felipão, ser emprestado e, nas mãos de Abel, se redimir e virar herói do tricampeonato da Libertadores.


É claro que os contratos longos nem sempre são problemáticos. Weverton, Raphael Veiga, Gustavo Gómez e Luan, entre outros, também chegaram com vínculos de longa duração. Alguns foram até estendidos. Estes são as exceções que confirmam a regra: jogadores diferentes demandam tipos de vínculos diferentes.


Eduard Atuesta, 24, por exemplo, chega com um contrato de quatro anos. Mas isso se deve ao fato de se encaixar no modelo idealizado pela diretoria: é jovem com potencial de retorno esportivo imediato e financeiro futuro. Mesmo caso de Rafael Navarro, 21, com contrato também até o fim de 2026.


Para efeito de comparação, Luiz Adriano já tinha 30 anos quando assinou com o Palmeiras em julho de 2019 por quatro anos.


O gaúcho chegou ao Palmeiras para suprir um problema no ataque, numa negociação urgente conduzida por Alexandre Mattos. Para convencê-lo, Mattos negociou diluir luvas e demais bônus financeiros ao longo da duração de seu contrato, equiparando o que ele recebia no Spartak (RUS).


Mas, como os valores eram altos, o contrato teria de ser longo, muito embora ele já não fosse um garoto. E o tempo acabaria mostrando que o vínculo era longo demais.

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