O Santos continuou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro mesmo com a vitória por 3 a 0 diante do Figueirense, no último sábado, na Vila Belmiro. Com o mesmo número de pontos do Goiás e do Flamengo, que estão em posições imediatamente à frente, o Peixe tenta aliviar sua crise de resultados no clássico deste domingo, contra o Palmeiras. Já a crise financeira anda até mais complicada. O clube tem dois e já caminha para o terceiro mês de salários atrasados, condição considerada "agravante" da crise pelo capitão da equipe, o atacante Ricardo Oliveira.
Principal referência do Santos após a saída de Robinho para a China, Ricardo Oliveira tem oito gols marcados é o principal goleador do Brasileirão no momento. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, no CT Rei Pelé, o camisa 9 comentou a fase de retomada iniciada após a vitória na 13ª rodada, mas não conseguiu fugir dos questionamentos sobre os atrasos salariais.
"(Salários atrasados) É um tema agravante, mas não é determinante para a situação do time hoje na tabela. É agravante pelo fato de que somos funcionários do clube. Não só nós atletas, como os que cuidam do campo, da cozinha. Mas é uma situação que já discutimos entre nós e eles (diretoria) estão empenhadíssimos em resolver, porque também entendem que já passou do prazo. E as coisas quando vão acumulando ficam mais complicadas para solucionar, mas acreditamos que em breve tudo estará resolvido e não teremos que falar dessa situação", analisou o capitão santista, de 35 anos.
O Santos deve atualmente dois meses de salários e direitos de imagem para todos os jogadores e funcionários de alta remuneração. Para os funcionários que recebem menos a dívida compreende apenas o salário do mês de julho. Segundo o clube, a expectativa é pagar parte das dívidas até sexta-feira, com receitas que provêm de negociações na Europa (venda de Cicinho ao Ludogorets, da Bulgária, e lucro da venda de Danilo, ex-Peixe, ao Real Madrid, da Espanha).
Em campo, Ricardo Oliveira tenta ajudar a aliviar a crise do Santos, a começar pela fuga da zona de rebaixamento na próxima rodada. "Estamos nessa situação pelo que fizemos na competição. Ganhamos um jogo de 3 a 0, mas continuamos na zona de rebaixamento, e isso é futebol. O time, quando iniciou a temporada, estava com problemas de salários e jogou de forma muito diferente. Essa atitude foi determinante. O que determina o resultado dentro de campo é a forma como jogamos e o jogo contra o Figueirense é a base", torce Ricardo Oliveira.