Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Investigação

Renda de amistosos da seleção era desviada para Catar e Andorra, diz investigação

Agência Estado
23 mai 2017 às 13:03

Compartilhar notícia

Parte da renda dos jogos da seleção brasileira teria sido desviada a empresas no Catar e terminava em contas secretas em Andorra. Isso é o que revelam investigações realizadas na Espanha e nos Estados Unidos, com a ajuda do FBI. A polícia espanhola prendeu nas primeiras horas da manhã desta terça-feira o ex-presidente do Barcelona e parceiro de Ricardo Teixeira, Sandro Rosell, e indicou que mira o brasileiro e seus negócios com a seleção.

No total, cinco pessoas foram presas e os policiais fizeram buscas e apreensões em endereços em Barcelona, Andorra e outras duas cidades da região. O centro da investigação é o contrato que Rosell manteve com a CBF, revelado com exclusividade pelo Estado em 2013, além de negócios envolvendo a Nike e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que os dois suspeitos tenham lucrado US$ 15 milhões (R$ 45,6 milhões) com a venda de direitos de imagem para os jogos do Brasil.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Apelidada de "Operação Jules Rimet", a iniciativa das autoridades espanholas ocorre depois de investigações de lavagem de dinheiro por parte do ex-cartola. Rosell ainda estava sendo investigado nos EUA por seu envolvimento com contratos da Nike e a CBF. O FBI investiga o desvio de cerca de US$ 20 milhões (R$ 67 milhões) para contas secretas de Ricardo Teixeira, presidente da entidade brasileira naquele momento.


A suspeita é de que a Nike tenha pago uma propina de US$ 40 milhões (R$ 131 milhões) em uma conta na Suíça para fechar um contrato com a CBF para patrocinar a seleção brasileira. Segundo o levantamento, o acordo avaliado em US$ 140 milhões (R$ 460 milhões) rendeu em pagamentos paralelos e depositados no paraíso fiscal alpino. Do total da propina, uma parcela foi para Teixeira e outra para J. Hawilla, que teria intermediado o contrato.


A operação, segundo a imprensa espanhola, está sendo conduzida depois de investigações por parte da Unidade de Delinquência Econômica e Fiscal da Polícia Nacional. Mas a operação também ocorre em colaboração com o FBI, nos EUA, que já indiciou Teixeira.

Cadastre-se em nossa newsletter

De acordo com as primeiras informações, foram as investigações nos EUA que deram os primeiros indícios de movimentações de contas na Espanha. Tais dados abriram caminho para a descoberta de uma rede desenhada por Rosell para ocultar dinheiro. A Justiça já bloqueou cerca de 10 milhões de euros (R$ 36,9 milhões) em contas, além de cerca de 50 imóveis, avaliados em mais de 25 milhões de euros (R$ 92 milhões).


Publicidade

Continue lendo

Últimas notícias

Portais

Anuncie

Outras empresas