Jogador com mais convocações no atual grupo da Seleção Brasileira, Robinho não encontra, ao menos em primeiro momento, espaço no time titular do técnico Dunga. No treinamento de terça-feira o atacante do Santos trabalhou o tempo inteiro entre os reservas e pode começar no banco a partida contra a França. Vice-artilheiro do time na primeira passagem de Dunga, com 21 gols, Robinho está acostumado com o ambiente e a cobrança com a camisa verde e amarela o atacante falou sobre como é estar de volta a uma convocação.
- É preciso entender que a cobrança aqui é muito grande, em todos os jogos e todas as competições. Aqui tudo repercute muito. Às vezes você não dá nada por uma Copa América e é uma competição que pode consagrar um jogador. Volto mais experiente, mais maduro, mas com a mesma vontade que tinha quando fui convocado pela primeira vez. – afirma.
Mesmo mais experiente, Robinho mostra a vontade de estar em campo de um novato e não se contenta com a possibilidade de ficar no banco de reservas. - É claro que incomoda (não ser titular), porque nos preparamos para jogar 90 minutos. É preciso ter respeito com o técnico e os jogadores. A maioria é titular em seus times e tem condições de jogar. Mas nunca fico contente no banco.
Disputando um lugar no time com Roberto Firmino, que treinou entre os onze que deverão começar jogando, o atacante santista diz não se lembrar de como foi sua primeira partida como titular da Seleção e mostra o caminho que o jovem deve seguir.
- Não me lembro do meu primeiro jogo como titular, mas era um momento bem diferente. A Seleção tinha acabado de ser campeã do mundo e a pressão era bem menor. Firmino vai precisar fazer muitos gols. Vimos Romário, Ronaldo, Adriano e agora o Neymar que não é um centroavante, mas que é muito decisivo. E o Firmino está aqui pelo futebol dele, com certeza não é porque ele é bonito – brinca o atacante.
Robinho se lembra da Final de 1998 que o Brasil perdeu no mesmo palco do jogo de amanhã, mas a lembrança maior é da Copa do Mundo de 2006 quando o atacante viu, do banco de reservas, mais uma atuação magistral de Zidane.
- Em 98 não conhecia o Zidane e ele fez dois gols. Em 2006 lembro de estar no banco conversando com Júlio César e o Emerson, dava vontade de gritar para alguém marcá-lo melhor, mas naquele dia era impossível. É um adversário muito forte que teremos.