26/10/20
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Camisa 11

Rony ressurge no Palmeiras com boa atuação e prêmio na Libertadores

Instagram/@rony7oficial
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Quando a escalação do Palmeiras foi anunciada com Rony entre os titulares, muitos torcedores reclamaram nas redes sociais, mas o atacante foi peça fundamental na histórica vitória sobre o Bolívar (BOL) nesta quarta-feira (17), por 2 a 1. Se não vinha bem e era a sexta opção no setor ofensivo antes do jogo, ele encontrou o cenário ideal para brilhar na altitude de La Paz, sendo, inclusive, premiado pela Conmebol como o melhor jogador no estádio Hernando Siles.


No momento em que o camisa 11 conviveu com mais críticas, Vanderlei Luxemburgo afirmou que o atleta precisaria aprender a jogar contra equipes fechadas, já que seu desempenho crescia tendo espaço para usar a velocidade em contragolpes. A estratégia em La Paz, portanto, encaixou exatamente com essas características do ex-jogador do Athletico-PR, que vinha sendo reserva depois de a comissão técnica vê-lo nervoso pelo desempenho ruim. Dos últimos três jogos, havia entrado apenas no segundo tempo contra o Corinthians.

Apostando em um posicionamento mais cauteloso, Luxa preparou o Palmeiras para usar bolas longas em La Paz e colocar Rony para correr. Foi assim que saiu o pênalti que abriu o placar, em uma jogada que o atacante estava praticamente sozinho dentro da área, em um contra-ataque. Mais solto, ele ainda participou da jogada do segundo gol e terminou com 17 passes certos e apenas um errado, três dribles certos, sem erros nesse quesito, e dois passes decisivos, de acordo com o Sofa Score.

Rony é um dos jogadores mais rápidos em velocidade final do elenco, perto de 35 km/h. Veron é outro que atinge marcas elevadas, mas o garoto de 18 anos de idade tem sido usado apenas no segundo tempo por ter se recuperado recentemente de uma lesão grave na coxa direita. Neste cenário, Luxa optou por manter a joia como opção no banco, e dar uma nova chance ao camisa 11 contra o Bolívar, deixando Wesley, então titular, no banco de reservas.

Ainda sem marcar com a camisa alviverde, o único reforço para o ataque em 2020 não teve participações diretas em gols ao longo de 16 partidas pelo Paulista e pela Brasileiro. Na Copa Libertadores, porém, os números mudam: em três jogos, ele deu duas assistências, contra Tigre (ARG) e Guaraní-PAR, e agora sofreu o pênalti contra o Bolívar.
Thiago Ferri - UOL/Folhapress
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