A saída de Ronaldinho do Atlético-MG, sacramentada na quarta-feira passada, quando assinou a rescisão contratual, representa o início de um novo ciclo. A nova maneira de jogar da equipe, com Guilherme no setor de criação, chega a ser secundária perto das ideias que Levir Culpi implementa na estrutura do clube.
A primeira medida do treinador foi abolir a concentração na véspera das partidas que o time disputar no Estádio Independência, fato anunciado dois dias após a despedida do craque da Cidade do Galo.
– Comecei a ver algumas notícias, mas já tinha pensado nisso. Eu queria que fosse um divisor de águas a saída do Ronaldo. Nosso calendário é ridículo, passamos 15 dias na China mais 15 na Argentina, voltamos e já viajamos para jogar no Recife. Se você tem um grupo consciente, que quer ser campeão, o mínimo que se pode exigir é que ele cuide fisicamente. Os atletas têm que se cuidar – disse o treinador do Galo, que ainda completou:
– O que acontece é que temos um problema brasileiro de educação, os atletas são mal formados na base, é uma situação de educação. O time não precisa se concentrar e pode se dedicar, como fez hoje. Está começando um ciclo, tomara que não aconteça nada de desagradável.